Nas escuras estradas da região de Brasília e Região Metropolitana, surge um carro nunca antes visto por aqui. Ele estaciona e dele descem os irmãos Winchester, da série americana Supernatural. Famosos por desvendar casos sobrenaturais, os dois estão na capital federal para descobrir mais uma trama horripilante: o mistério do rebaixamento do Candangão 2013.
O motivo das vítimas para se encontrarem nessa situação é quase como um disco furado que toca a mesma canção em uma vitrola mal-assombrada: a falta de verba.
Um choro comum a todas as equipes despreparadas que sofrem sem a contribuição de patrocinadores – uma reclamação antiga em relação aos empresários que não empregam dinheiro no futebol do DF.
A única fonte de renda acaba sendo o reembolso do governo local, que estampa nos uniformes dos clubes a marca do Banco de Brasília (BRB). “Nós temos que apresentar todos os documentos, o que foi gasto”, explica o presidente do Brazlândia, Moacir Ruthes.
O fim está próximo
Brazlândia e Legião vivem hoje a maior agonia da degola. No entanto, ela está dividida com Botafogo-DF e com o forasteiro Unaí. Todos os ameaçados pela Série B local estão separados por apenas um ponto cada na parte debaixo da tabela.
Os quatro clubes precisam remar bastante no segundo turno até alcançar o Luziânia, que soma oito pontos e, neste momento, não compartilha do tormento do quarteto.
Concentrados no Grupo A, Botafogo-DF, Legião e Unaí se enfrentam nas últimas rodadas e o resultado destes confrontos condenará um deles a jogar a Série B local.
Para o Brazlândia, a situação é pior. No famoso “grupo da morte”, sua única chance de permanecer é vencer e rezar para que os outros times percam. A única certeza é que os irmãos Winchester só poderão salvar duas pobres almas.