A missa de sétimo dia em respeito ao ex-presidente da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro, Eduardo Viana, aconteceu na manhã desta segunda-feira na Igreja Nossa Senhora da Conceição, no centro do Rio de Janeiro. Estiveram presentes representantes de quase todos os clubes do estado e até mesmo o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, que não quis gravar entrevistas.
Porém, assim como nos últimos dias, o evento não impediu que a disputa pelo poder na entidade tomasse conta da reunião. O presidente do Flamengo, Márcio Braga, confirmou que vai trabalhar para antecipar o processo eleitoral na Ferj, por entender que falta legitimidade ao atual presidente, Rubens Lopes.
"Flamengo, Botafogo e América querem antecipar de dezembro de 2007 para dezembro de 2006 a eleição presidencial da entidade. Porém, não vamos nos restringir a movimentação dos grandes clubes. Queremos o apoio das ligas e dos clubes de menor investimento", afirmou Márcio Braga.
Rubens Lopes criticou a postura de Márcio Braga. "A posição política na Federação é a mais clara possível, pois temos um presidente que assumiu baseado no Estatuto da Federação e qualquer coisa diferente disso vira um apelo à ilegalidade. Sobre a antecipação da eleição, essa hipótese é zero. Imaginemos que o presidente Lula morra, vamos fazer um plebiscito para impedir que o José Alencar assuma? Isso não existe", disse Lopes.
Rubens Lopes confirmou ainda que na próxima semana começa a seletiva que vai definir quatro classificados para o Campeonato Carioca de 2007, que terá 16 clubes, quatro a mais que 2006. O Estácio de Sá vai disputar seletiva por decisão judicial, e o presidente confirmou que, por causa disso, para evitar um número ímpar de participantes, o Artsul também jogará o torneio.