Depois de escapar de uma punição mais pesada no escândalo da manipulação da arbitragem na Itália, o Milan volta sua carga para uma nova conquista da Europa. Mesmo se despedindo de nomes como Shevchenko, Rui Costa e Stam, os rossoneri contaram com a chegada de Ricardo Oliveira e Favalli como reforços de reposição. Evitar que Kaká fosse para o Real Madrid pode ter sido um passo importante para o clube manter o poder de fogo, se desejar sua sétima Copa dos Campeões.
Com suas chances reduzidas no cálcio, resta ao elenco milanês apostar suas fichas no europeu. O clube terá um começo tranqüilo no Grupo H, contando com concorrentes que pouco devem ameaçar sua passagem.
Sempre respeitando o adversário, a meta dos rubro-negros é a de fazer prevalecer o favoritismo na estréia contra os gregos do AEK. “A Copa dos Campeões é uma competição sempre fascinante e difícil. Até mesmo contra o AEK, que é uma equipe orgulhosa e que vem a Milão esperando vencer. Devemos enfrentar a partida com as nossas qualidades e com a consciência da nossa força”, diz o lateral-esquerdo Serginho, que deve ser titular.
A chegada de Ricardo Oliveira foi bastante comemorada em Milanello. O ex-atacante são-paulino estreou marcando o gol da vitória por 2 x 1 sobre a Lazio na estréia do Campeonato Italiano e pode ganhar uma chance no time titular que enfrenta o AEK amanhã, em Milão. “As pessoas estavam céticas, mas agora compreenderam que trata-se de um excelente jogador”, elogiou Adriano Galliani, diretor do clube.
No confronto contra o AEK no San Siro, a diferença entre os dois times deve ser um abismo. Franco favorito, o Milan jamais perdeu para uma equipe grega na Copa dos Campeões, enquanto o AEK nunca venceu um de seus 18 jogos pela competição. Os times se enfrentaram apenas duas vezes no torneio, da edição 94/95, com uma vitória italiana em campo neutro por 2 x 1 e um empate sem gols na Grécia.