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Futebol

Mesmo sem fazer gols no Bragantino, Santistas evitam falar de problemas no ataque

Arquivo Geral

24/04/2007 0h00

O ataque do Santos deu motivos para reavivar seus críticos. Após dois empates sem gols contra o Bragantino, na semifinal do Campeonato Paulista, o setor defensivo do time de Wanderley Luxemburgo voltou a ser apontado como principal fator para a excelente campanha na temporada.


 


O elenco do Santos discorda da tese. Para o zagueiro Adaílton, por exemplo, a força da equipe está no conjunto. “Não gosto de falar de um setor só, mas do trabalho coletivo. Sempre existirão coisas a serem corrigidas, mas não concordo que o ataque esteja mal. Tivemos oportunidades para marcar nos dois empates com o Bragantino. Se a bola entrasse, acabaríamos com esse tipo de crítica. Preocuparia mais se não estivéssemos produzindo nenhuma chance”, argumentou.


 


O fato é que o desempenho do ataque do Santos era irretocável antes das semifinais do Paulistão. Neste torneio, o time obteve o maior número de gols na primeira fase, 45, enquanto a defesa foi a terceira menos vazada, 19, atrás apenas das de São Paulo e do próprio Bragantino. Com a primeira colocação, o Peixe adquiriu o direito de jogar pelo empate no mata-mata. “Saber que a defesa está bem nos dá segurança lá na frente, principalmente porque contamos com o regulamento”, lembrou o meia-atacante Rodrigo Tabata.


 


Adaílton, no entanto, acredita que até mesmo o setor ofensivo do Santos merece os louros pela invencibilidade da zaga. “Se observarmos as estatísticas, nossos atacantes, principalmente o Rodrigo Tiuí, marcam bem lá na frente, facilitando o nosso trabalho. O momento de todo mundo é muito bom, mas não adianta estarmos correspondendo só nessas etapas que passaram. Agora, é muito mais difícil”, conscientizou-se o zagueiro, que também exaltou o goleiro Fábio Costa pelo retrospecto dos últimos jogos.

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