Com Paolo Guerrero confirmado e Emerson Sheik próximo, a política de austeridade do Flamengo sugere que será difícil encontrar um meia de alto nível que se encaixe na folha de pagamento. Mas o presidente Eduardo Bandeira de Mello não descarta nova contratação para reforçar, desta vez, a armação.
Sonho antigo do Rubro-Negro, um meio-campista “camisa 10” é o grande objetivo da diretoria. “Estamos dando um passo de cada vez, tentando ver se conseguimos viabilizar de forma que possamos pagar direitinho. Mas podemos sonhar com o camisa 10 ou com alguém que possa reforçar nosso meio-campo”, confirma o presidente flamenguista ao canal Fox Sports.
O mandatário busca reforço com estas características há tempos, mas com a chegada da dupla de atacantes de peso o espaço na folha salarial diminui. De qualquer forma, Bandeira garante que os investimentos estavam previstos.
“O ano de 2015 está sendo melhor (financeiramente) que 2014, mas os anos que virão serão ainda melhores. Fixamos a contratação, mas tudo isso com os pés no chão. Isso não significa uma quebra de nossa política”, assegura o presidente, que não nega ainda ter muito trabalho e contenção de gastos pela frente.
“As contas do Flamengo são abertas e transparentes. Mas nossa situação ainda está longe do que a torcida do Flamengo merece”, explica, tratando a contratação de Guerrero como exceção à regra austera. “Houve uma oportunidade com a desistência do Corinthians, então o Flamengo contou seus tostões e conseguiu viabilizar”, resume.