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Futebol

Mesmo no banco, Edmundo é querido pelo técnico

Arquivo Geral

30/01/2007 0h00

Antes do confronto contra o Santo André, a expectativa pela estréia em 2007 do atacante Edmundo era grande. Passada duas rodadas e um rendimento abaixo do esperado mesmo com quatro pontos ganhos, o Animal vai perdendo força dentro do Palmeiras. Para a partida contra a Ponte Preta nesta quarta-feira, em Campinas, existe a possibilidade concreta do camisa 7 ir parar no banco de reservas. 

Uma situação longe do ideal para um velho ídolo, mas que segundo o técnico Caio Júnior é necessário para o Palmeiras alcançar o seu esperado crescimento tático e o jogador recuperar o bom rendimento na reta final do Campeonato Paulista.

“Estamos tendo muita atenção com o Edmundo. Ele não fez uma partida ideal (no empate contra o Grêmio Barueri, em pleno Parque Antarctica), isso fez muita falta, mas é preciso calma. Ele vai ter tempo para decidir os jogos. Imagine ele em boa forma no quadrangular final”, destacou o treinador.

Para Caio Júnior, falta de velocidade não é mais uma desculpa para justificar o baixo rendimento do Animal. A concorrência de posição com Valdívia, jogador da mesma posição, aliada ao preparo físico ruim de início de temporada podem explicar o momento do atacante de 35 anos, de quem o treinador não esconde a admiração e quer, pela experiência, uma conversa franca para achar um melhor posicionamento, seja ele de apoiador ou centroavante.

“O tempo vai nos dizer onde encaixar o Edmundo. Talvez ele nos precise dizer onde ele pensa em ser usado, pois está sentindo muito. É uma situação diferente do Paulo Baier. O Edmundo precisa jogar. Se nós estivéssemos jogando domingo a domingo, seria muito melhor para ele, pois treinaríamos individualmente”, garantiu.

Certamente um antagonismo curioso que Caio Júnior não gostaria de enfrentar. Mesmo assim, o treinador ressalta que não é justo a pressão sofrida pelo Animal. Apesar de toda a carga de críticas sofrida pela imprensa e torcida, o atacante continua exercendo um ótimo trabalho de bastidores, motivando os companheiros e opinando sobre o melhor esquema para o Verdão. Estilo que cativa o técnico e “garante pontos”, segundo suas próprias palavras.

“Eu estou achando um pouco injusto essa pressão em cima dele. Com o tempo ele vai ser um jogador muito importante para a gente, mas ainda não sei como vai ser. E no trabalho em conjunto ele está sendo muito participativo. Foi substituído nas duas partidas (contra Ramalhão e Barueri), foi para o banco e ficou incentivando, torcendo pelos companheiros. Acho isso muito legal”, completou.

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