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Futebol

Mesmo <i>sem talento</i>, Diego Souza é eleito substituto de Valdívia

Arquivo Geral

16/08/2008 0h00

Os cofres do Palmeiras ficarão mais cheios com a venda de Valdívia para o Al Ain. As dívidas, porém, impedem que os R$ 20 milhões sejam usados na contratação de um substituto para o Mago. Quem tratou de buscar um novo ídolo, na verdade, foi a parceira Traffic. E gastou R$ 10 milhões nele em janeiro, na mais cara contratação de um clube brasileiro no ano.

Sem o camisa 10, Wanderley Luxemburgo aposta suas fichas em Diego Souza. Apesar de o meia ainda não ter repetido as atuações que teve no Grêmio em 2007, o técnico sempre deixou claro que prefere seu camisa 7 com menos responsabilidade de marcar – o que acontecia quando Valdívia não jogava ou atuava no ataque. Sem o chileno, é a hora de Diego. Mesmo que, na opinião do chefe, o time perca em talento.

“Claro que o Valdívia é talentoso e isso vai fazer falta. Se ele ficasse seria ótimo, mas temos elenco para suprir a sua ausência. Tenho que dar um jeito. É esquecer o Valdívia e achar uma maneira de montar o time sem ele”, explicou.

E o jeito chama-se Diego Souza. “O Diego não tem talento para ser a referência do time, de você jogar a responsabilidade nele e ele decidir. Ele vai ter a oportunidade de jogar mais na frente, como fazia no Grêmio, mais próximo do gol, onde ele tem a possibilidade de render mais. Mas ele não vai substituir com o talento do Valdívia. Se esperar esse talento do Diego, esquece”, avisou.

Se na condução de bola o Verdão sai prejudicado ao ver o Mago desfilar seu futebol nos Emirados Árabes, o comandante acalma a torcida prometendo uma escalação que propicie a Diego Souza fazer mais gols. E usa como exemplo uma partida em que o meia desperdiçou chances claras, mas que o técnico aprovou.

“O Diego é o que ele fez contra o Vitória, quando ele chegou três vezes para finalizar na frente do gol. E ele é isso: um finalizador que chega na área, se aproxima como um terceiro atacante ou quarto homem de meio-campo. O Valdívia não gosta tanto do gol”, comparou, feliz ao ver que o camisa 7 tem saído do Palestra Itália aplaudido por seu esforço.

“Independentemente da posição, o jogador tem sempre que fazer o seu melhor, render o seu máximo. O Diego vem jogando assim, não tão bem tecnicamente, mas próximo de uma atuação convincente”, avaliou.

Depois de começar no banco contra Botafogo e Vasco, o meia volta à armação neste domingo, contra o Coritiba, exatamente na primeira aparição da equipe com a saída de Valdívia praticamente certa, diante de um bom público no Parque Antártica. Pressão ainda maior para substituir o Mago. Luxa, no entanto, avisa que a cobrança será passageira.

“Isso é tudo coisa de momento. Nesta semana o torcedor vai falar alguma coisa, a imprensa vai falar que o Palmeiras está uma droga ou bom sem o Valdívia. Mas em duas semanas isso acabou. É só o Valdívia ir para a seleção do Chile e não aparecer aqui que virá uma outra situação. O futebol joga tudo para trás”, ensinou o técnico, descartando uma conversa sobre o assunto até mesmo com Evandro, outro cotado para jogar na vaga do chileno.

“Os dirigentes estão me passando tudo sobre as negociações e ainda não é oficial, está tudo em fase final. Quando definir, a gente reúne o elenco e conversa. Mas eles já estão sabendo que não vamos contar com o Valdívia”, minimizou Luxemburgo, entoando o coro da ordem no Palmeiras: a vida segue sem Valdívia. “Mesmo com ele indo embora, o Palmeiras vai continuar, como sobreviveu vendendo Luiz Pereira, Djalminha, Luizão, Rivaldo, Edmundo…”.

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