
Dorival Júnior pediu e a diretoria santista conseguiu manter a base do grupo de 2015 para esta temporada. O pensamento no clube é de que este ano o Peixe brigue por títulos em todas as competições que disputar (Paulista, Copa do Brasil e Brasileiro), principalmente no Brasileirão, que desde 2008 o alvinegro não supera o sétimo lugar. O problema é que depois de quatro jogos o time ainda não empolgou.
O empate com o Novorizontino, no sábado, foi conquistado graças a um gol de falta no fim do jogo. Antes, o Peixe precisou de um pênalti aos 51 minutos do segundo tempo para superar o Ituano na Vila Belmiro, onde também suou para arrancar um empate com o São Bernardo na 1ª rodada. Até agora, apenas a vitória contra a Ponte Preta, em Campinas, deu mostrar do que o torcedor espera do time em 2016.
“O campeonato está assim. Se levarmos em conta tudo que aconteceu na partida, o Santos criou muito mais. Mas o Novorizontino foi eficiente. Foram três momentos cirúrgicos e eles aproveitaram. E mesmo assim nós tivemos forças para reverter o resultado. A equipe do Santos mostrou que tem qualidade e condições”, analisou Dorival Júnior, se referindo ao último jogo do time, tentando manter o otimismo.
O treinador tem batido na tecla de que a oscilação neste início é “natural”. No entanto, para uma equipe que perdeu apenas um titular (Marquinhos Gabriel), além de David Braz (machucado e que só volta em março), é muito pouco.
Um dos erros que mais têm irritado os torcedores santistas e causado até um certo estranhamento, já que não existe falta de entrosamento entre os jogadores, é o excesso de vezes que os atacantes têm sido flagrados em impedimento. Em quatro jogos, foram 20 assinalados pela arbitragem. Dez deles só diante do São Bernardo, quando Dorival disse não ter reconhecido a forma de jogar do Santos, com muitos lançamentos.
O número de finalizações também não é dos melhores. Até agora foram 21 no alvo, somando todos os jogos, o que dá uma média de 5,25 por partida. Lucas Lima foi um dos jogadores do elenco que admitiu a necessidade de chutar mais a gol. Ricardo Oliveira, artilheiro na última temporada, é outro que não tem tido muitas oportunidades. E na zaga, o alvinegro praiano já levou cinco gols.
A partir desta segunda-feira, o Santos terá mais uma vez toda a semana para treinar e tentar concertar os principais erros da equipe, enquanto seus rivais terão compromissos pela Libertadores da América. E a intensidade das cobranças de Dorival deve aumentar, porque no sábado o Peixe reencontra o Palmeiras no Palestra Itália. Será o primeiro grande teste santista na temporada e a reedição do clássico que definiu a Copa do Brasil há pouco mais de um mês, quando o alviverde acabou ficando com a taça e frustrando os planos do Santos.