As promessas da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) com relação à reestruturação do futebol feminino no país continuam não sendo cumpridas. A seleção feminina, que brilhou na Copa do Mundo, segue sem receber as premiações referentes ao vice-campeonato conquistado na China e ao ouro vencido no Pan-americano do Rio de Janeiro.
A CBF, por outro lado, respondeu que a premiação da Copa do Mundo dependia dos organizadores chineses, que ainda não haviam repassado o dinheiro referente ao segundo lugar. A informação é contundente, já que a equipe masculina precisou esperar até janeiro de 2003 para receber o valor da conquista do pentacampeonato em 2002, na Coréia do Sul e Japão.
O argumento, no entanto, não se aplica ao pagamento pelo ouro conquistado no Pan-americano, organizado em conjunto por diversas confederações esportivas do Brasil. Na ocasião, a seleção nacional venceu os Estados Unidos de goleada e empolgou os torcedores, que esperavam o primeiro lugar também no Mundial.
Na volta da competição asiática, no entanto, as meninas da equipe nacional reclamaram da falta de apoio da CBF e redigiram uma carta com medidas que seriam importantes para o desenvolvimento da modalidade. Antes que o documento fosse divulgado, o presidente da entidade, Ricardo Teixeira, revelou que todas receberiam prêmio proporcional ao recebido pela seleção masculina em 2002: aproximadamente R$ 290 mil.