Menu
Futebol

Médico e fisioterapeuta explicam como será operação de Ganso

Arquivo Geral

27/08/2010 19h30

O médico do Santos, Rodrigo Zogaib, e o fisioterapeuta do clube, Avelino Buongermino, explicaram em entrevista coletiva realizada na tarde desta sexta-feira, no CT Rei Pelé, como será feita a operação e o protocolo de tratamento da lesão sofrida pelo meia Paulo Henrique Ganso. O atleta rompeu o ligamento cruzado anterior do joelho esquerdo, com associação no menisco lateral, na vitória sobre o Grêmio, na última quarta-feira, no Estádio Olímpico e ficará seis meses longe dos campos.

“Tudo o que for feito será visto por vídeo. Até há alguns anos atrás, a artroscopia era um procedimento realizado via aberta, com mínimas incisões. Hoje em dia ela se tornou mais rápida. São feitos dois furos mínimos no joelho, um para a entrada do instrumento e outro para a câmera. O índice de complicações nesse tipo de operação é pequeno. Mas, vale destacar que não é uma cirurgia pequena, é de porte médio”, disse Zogaib, que irá acompanhar o procedimento cirúrgico de perto.

A operação, que será realizada pelo médico ortopedista José Ricardo Pecora na manhã deste sábado, provavelmente no Hospital Albert Eistein, em São Paulo (SP), tem o seu tempo de duração previsto para uma hora e meia.

O médico santista ainda explicou que a cirurgia a qual Paulo Henrique será submetido é a mesma que realizou em 2007, quando ainda atuava nas categorias de base do clube. A diferença, segundo o próprio Rodrigo Zogaib, é que ao invés do joelho esquerdo, anteriormente a operação foi feita no joelho direito – o mesmo que sofreu uma artroscopia no meio deste ano.

“É uma lesão bem parecida com aquela de quando o Ganso tinha 17 anos. Vamos retirar um tendão (da coxa) para que ele que vire um ligamento. Só que para isso aconteça com sucesso, é preciso seis meses para ter a sua vascularização completa, para que o tendão esteja totalmente integrado ao joelho”, contou.

Já o fisioterapeuta Avelino Buongermino revelou como serão feitos os primeiros passos da recuperação do meia, que deverá iniciar os trabalhos no CEPRAF (Centro de Excelência em Prevenção e Recuperação para Atletas de Futebol) do Santos, na próxima segunda, no CT Rei Pelé.

“Vamos imediatamente entrar com meios para diminuir a dor no local, e um possível derrame pós-cirúrgico. Depois de alguns dias, após ele retornar ao doutor Pecora com o Zogaib, vamos traçar os próximos passos do plano de fisioterapia dele. Após isso, vamos iniciar exercícios de movimentação de pé e tornozelo. Dentro de umas duas semanas também ele vai retirar a muleta de apoio de um dos lados. Depois, veremos quando ele irá retirar do lado contrário. Mas na fisioterapia, cada atleta responde de uma maneira. Por isso, o prazo de seis meses será respeitado”, explicou Buongermino.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado