Emerson Leão e Carlos Alberto Parreira são os mais cotados para assumir o comando técnico do Corinthians após a demissão de Geninho, mas o futuro do Timão neste Campeonato Brasileiro pode ficar nas mãos de Mário Sérgio.
Como Leão iniciou sua gestão no São Caetano durante a Copa do Mundo e Parreira pretende voltar a trabalhar apenas em 2007, a parceria Corinthians/MSI poderia optar por um nome para ocupar o cargo até dezembro, a princípio.
“O Paulo César Gusmão (demitido do Cruzeiro nesta segunda-feira) eu tenho certeza que não virá e o Leão é um acerto muito difícil. Não descarto o nome do Mário Sérgio como uma possibilidade para esses meses que temos de esperar”, afirmou um diretor ligado ao presidente Alberto Dualib, deixando nas entrelinhas a preferência por Parreira.
O filho e empresário de Mário Sérgio, Bruno Paiva, disse que o treinador não veria problemas em assumir o lanterna do Brasileirão. “Ele trabalhou como diretor de futebol no Grêmio no ano passado e, após a Copa do Mundo, decidiu que queria retomar a carreira de técnico. Dirigir o Corinthians seria um desafio que ele gostaria de assumir”, comentou.
Bruno revelou que “uma série de empresários ligados ao Corinthians” já o procurou pedindo autorização para negociar a ida de Mário Sérgio para o Parque São Jorge. “Não passei autorização porque eu mesmo tenho um bom trâmite no clube”, diz.
“Ninguém do Corinthians entrou em contato comigo, mas sempre que esses empresários vêm me procurar é porque têm alguma informação lá de dentro do clube”, continuou o empresário, acrescentando ainda que o treinador “é muito querido pelo presidente Alberto Dualib e pelo vice Nesi Curi”.
Mário Sérgio já dirigiu o Corinthians em uma oportunidade, entre 1993 e 1995. Dois anos depois, foi o representante do Banco Excel Econômico na parceria com o Timão. Seu último trabalho como treinador foi em 2004, no Atlético Mineiro.
Essa não é a primeira vez que o nome de Mário Sérgio é cogitado no Parque São Jorge nos últimos anos. Em 2004, o treinador só não assumiu o comando do time porque exigia a saída de alguns jogadores do elenco. O cargo, então acabou ficando com Tite.