Em solo norte-americano desde o início de novembro, José Maria Marin ainda não conseguiu honrar com o acordo feito junto à Justiça para garantir a prisão domiciliar. Nesta terça-feira, o ex-presidente da CBF enviou um novo ofício ao tribunal, por meio de seu advogado, tentando a segunda prorrogação do prazo para o depósito.
Após ficar preso em Zurique pouco mais de cinco meses sob acusação de receber propina de empresas de marketing para facilitar a venda de direitos de transmissão em edições da Copa América e da Copa do Brasil, Marin, o último dos sete dirigentes a ser extraditado, acordou fiança de 15 milhões de dólares (cerca de R$ 57 mi), devendo pagar cerca de R$ 3,8 mi até esta terça.
Com dificuldades para levantar a verba e cumprir o acordo, que também precede de 2 milhões de dólares (cerca de R$ 7 milhões) em garantias de bancos e do confisco de seu apartamento na Quinta Avenida, o brasileiro de 83 anos pediu para que o advogado Charles Stillman fosse à Justiça para conseguir anuência em relação à prorrogação do prazo.

De acordo com o juiz Raymond Dearie, Marin já descumpriu dois prazos para o pagamento do acordo. O primeiro, em 6 de novembro, foi adiado para o final do mês. No entanto, a data do dia 27 também não ajudou o brasileiro, que conseguiu nova prorrogação para esta terça, dia 1 de dezembro. Agora, os planos da defesa de Marin é que a quantia inicial seja paga até sexta.
“Escrevo para reportar o status do pagamento da fiança do meu cliente José Maria Marin. Nós esperávamos entregar o valor de US$ 1 milhão hoje (terça-feira), mas enfrentamos algumas dificuldades. De toda forma, um cheque no valor de US$ 769 mil será preenchido amanhã (quarta). Permaneço esperançoso de que será feito (o pagamento) até 4 de dezembro”, relatou o advogado.