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Futebol

Marin nega ter plano B e manifesta certeza de abertura em Itaquera

Arquivo Geral

28/11/2013 21h00

O presidente da Confederação Brasileira de Futebol, José Maria Marin, ainda tem poucas informações sobre o acidente ocorrido na tarde de terça-feira nas obras do novo estádio do Corinthians. Mesmo assim, o dirigente tem certeza de que a arena alvinegra estará pronta até a abertura da Copa do Mundo de 2014.

 

“Vejo com muita tristeza o que aconteceu. Desde logo presto nossa total solidariedade às famílias dos operários que faleceram, mas tenho plena convicção de que, na data marcada, o estádio estará em condições de sediar a abertura da Copa do Mundo nesta capital”, afirmou o mandatário, nesta quinta, durante evento de lançamento do novo patrocinador da Seleção Brasileira, em um hotel de São Paulo.

 

Além de administrar a CBF, Marin também preside o Comitê Organizador Local (COL) do Mundial, mas não foi informado dos detalhes do que aconteceu em Itaquera. Na terça, por meio do site oficial da entidade máxima do futebol nacional, o dirigente explicou que telefonou para o corintiano Mário Gobbi. Porém, o assunto só será aprofundado durante a reunião com a Fifa, na próxima semana, quando haverá o sorteio dos jogos da Copa do Mundo, na Costa do Sauípe.

 

“Teremos o congresso na Bahia, onde haverá reunião do comitê, e vamos abordar este assunto provavelmente lá, porque o COL é um órgão de acompanhamento de informação”, acrescentou o dirigente, sentado ao lado do vice da CBF e presidente da Federação Paulista de Futebol, Marco Polo Del Nero, que assistia à entrevista sem esboçar qualquer reação.

 

O que Marin deixou claro é que não pensa na possibilidade de utilizar outro estádio na capital paulista, mantendo seu apoio incondicional à arena corintiana. “Não existe e desconheço um plano B, até porque você só cogita outra opção se não acredita no plano A, mas eu acredito”.

 

As investigações estão em andamento para determinar a causa da queda do guindaste, que matou dois operários nas obras do estádio. A construtora Odebrecht e o Corinthians liberaram os funcionários dos trabalhos nesta semana, em sinal de luto. Além disso, o setor afetado pelo acidente ficará interditado neste momento de busca das causas, mas Marin não acredita em surpresas nas avaliações.

 

“Tenho convicção plena de que, depois da perícia, a obra terá um ritmo até mais acelerado, porque se trata de uma empresa de grande tradição e experiência. Não tenho a menor dúvida de que estará pronta”, concluiu. Poucas horas depois do acidente, o representante corintiano nas obras, Andrés Sanchez, explicou que sua prioridade é dar suporte às famílias das vítimas fatais e não soube precisar se o prazo de entrega do estádio, que seria dezembro, será postergado. No entanto, a construtora alega não ter havido danos estruturais ao estádio.

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