A participação do atacante Ricardo Oliveira pelo São Paulo na final contra o Internacional foi um assunto bastante debatido na festa de encerramento da Libertadores da América nesta terça-feira em Porto Alegre. Representante do Tricolor no evento, o superintendente de futebol Marco Aurélio Cunha garante que a questão ainda precisa ser resolvida em alguns detalhes.
"É uma coisa que está nas mãos do presidente Juvenal Juvêncio e só ele pode dar uma palavra definitiva sobre esta situação”, despistou o dirigente são-paulino. “Não é que falta algo, mas o São Paulo está se cercando de todas as possibilidades. Queremos ter a certeza de que estamos legais, fazendo a coisa da forma ética. Precisamos de comprovações disso”, completou.
O presidente da Confederação Sul-americana de Futebol (Conmebol), Nicolas Leóz, admitiu que deu todo apoio ao São Paulo sobre o caso de Ricardo Oliveira. Desta forma, ele acredita que está descartada qualquer briga judicial caso o atleta entre em campo.
"Posso garantir que não existe qualquer atleta com problema judicial nesta final. Falamos com a Federação Espanhola, mandamos uma carta aprovando a situação. Mas também temos que respeitar a conversa entre São Paulo e Betis”, disse Nicolas Leóz.
Apesar das entrevistas do presidente Fernando Carvalho, que chegou a ameaçar o Betis na semana passada antes da partida do Morumbi, o Internacional teve um discurso ameno na festa de encerramento da Libertadores. O diretor de futebol Newton Drummond esclarece que a briga com o São Paulo é dentro de campo.
"Claro que temos interesse quanto a participação do Ricardo Oliveira, mas é uma questão que envolve apenas São Paulo e Betis”, lembrou o cartola do Internacional.