Após lutar para não ver o Palmeiras na Série B do Campeonato Brasileiro, o técnico Marcelo Vilar comemorou o “feito” dirigindo o Grêmio Barueri. A equipe paulista derrotou o Ferroviário por 3 x 0 nesta quarta-feira e conseguiu o acesso para a segunda divisão. O palco da festa foi o estádio Palestra Itália.
Nos vestiários, o cearense Vilar recebeu diversos cumprimentos da diretoria do Ferroviário. “Parabéns. Um dia se está lá embaixo e, no outro, em cima”, disse um deles. O técnico sorria satisfeito e emocionado. “Deus fez isso. Saí tão triste desse estádio depois do jogo contra o Goiás e, agora, essa alegria”, comemorou.
A derrota por 3 x 1 para o Goiás, no dia 1º de novembro, custou o emprego de Vilar no Palmeiras. Melhor para o presidente do Barueri, Walter Joquera Sanches. “Para nós, o que aconteceu foi extraordinário. O Marcelo é um grande técnico e estava nos nossos planos faz tempo. O Palmeiras deveria preservá-lo, pelo menos, para a base. Não é todo dia que se acham bons profissionais como ele”, elogiou.
Vilar já havia comandado o clube. Na ocasião, o time ainda se chamava Roma Barueri e, com o treinador cearense, faturou a Copa São Paulo de Juniores em 2000. “Toda conquista traz uma felicidade diferente. A de hoje foi a coroação de um trabalho que começou em 2000”, discursou.
Além de coroar sua trajetória no Barueri, a quarta colocação na Série C do Campeonato Brasileiro deu a Vilar o sabor de triunfar no Palestra Itália. Nas arquibancadas do estádio, muitos torcedores vestiam a camisa do Palmeiras. “Era só torcida do Barueri”, contestou o técnico, evitando se estender sobre a mágoa no Alviverde.
A quarta-feira, de fato, foi de comemoração para Marcelo Vilar. Enquanto o Palmeiras ainda enfrenta a crise, ele dá continuidade à sua carreira em um time de menor expressão. O técnico, aliás, não engrossa as críticas à diretoria de seu ex-clube, com quem o Barueri vai negociar para contratar jogadores da equipe B.