O goleiro Marcelo, enfim, está começando o ano com a batuta de titular absoluto do Corinthians. Depois de sofrer com a desconfiança na temporada passada, o arqueiro surge agora como o escolhido de Émerson Leão para defender o patrimônio alvinegro, apesar da contratação de Jean.
Com contrato com o Timão apenas até o fim desta temporada, Marcelo já trata de avisar que espera ter o reconhecimento da diretoria no momento de discutir o novo vínculo no Parque São Jorge.
“Minha vontade é continuar aqui no Corinthians, mas espero ser valorizado. O meu objetivo sempre foi ser titular e agora está dando certo. Espero ter o reconhecimento do meu trabalho”, comentou.
Sem falar em valores, Marcelo explica ter um bom salário no Timão, mas abaixo do nível para um goleiro titular da equipe e também menor dos que os números pagos a outros arqueiros que não se firmaram no clube, como Silvio Luiz e Johnny Herrera.
“É um bom salário, mas não para um goleiro titular do Corinthians. Eu ganhava bem menos que os outros goleiros que saíram. Está na média do grupo hoje. Mas eu prefiro não ficar pensando nisso e deixar para meu procurador”, explicou o jogador, que diz já ter sido procurado pela diretoria para conversas iniciais no fim do ano passado e no começo de janeiro.
Apesar de pedir um reconhecimento à direção, Marcelo garante que ainda não se sente titular do Alvinegro e adota um discurso humilde para afirmar que não pode se acomodar no clube.
“Eu posso até ser titular, mas eu não me vejo assim. No Corinthians, o importante é agarrar cada chance. Aqui tem que estar sempre provando e mostrando trabalho”, comentou.
Marcelo aparece na disputa pela camisa um do Timão desde que Fábio Costa deixou o Parque São Jorge, no fim de 2005. De lá para cá, o atleta teve de conviver com contratações de atletas para assumir sua vaga, como Silvio Luiz e o chileno Johnny Herrera. Agora, no início desta temporada, quem chegou ao clube foi Jean, ex-Ponte Preta.
Apesar da constante disputa pela meta do Corinthians, Marcelo garantiu não se importar com a decisão da diretoria de sempre procurar jogadores para sua posição.
“Eu levo na boa, encaro com naturalidade. Nossa vida é assim, sempre vêm jogadores para nossa posição. Mas encaro isso como um incentivo para continuar trabalhando nos treinos e colhendo frutos nas partidas. Você conhece o verdadeiro homem nos momentos de dificuldade, que é quando ganho minha força e cresço”, explicou.