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Futebol

Maradona critica "mafioso" Grondona e clubes argentinos: "Cagaram"

Arquivo Geral

04/09/2013 19h00

Considerado um dos melhores atletas da história do futebol, Diego Armando Maradona marcou presença em evento no Parque São Jorge, em São Paulo, nesta quarta-feira, para fazer parte de grupo que busca mudanças no esporte sul-americano. Polêmico, o ex-jogador lamentou a situação atual dos clubes argentinos e não poupou críticas ao presidente da Associação de Futebol Argentino (AFA), Julio Grondona.

 

No evento realizado em território paulista, mais de 20 clubes sul-americanos foram representados, além de ex-atletas e sindicatos de jogadores do Brasil, Uruguai e Paraguai. A Argentina, por sua vez, não contou com participação de nenhum clube, apenas de Maradona.

 

“Sinto vergonha de tudo isso, pois vivemos uma ditadura comandada pelo mafioso do Grondona. Ele não permite que nenhuma agremiação se rebele, e este é o motivo por não haver nenhum representante aqui. Estou envergonhado e peço desculpas, já que os dirigentes argentinos se cagaram. Se eles quiserem ser cúmplices do roubo que está sendo feito, problema deles. Irão presos”, afirmou.

 

Eleito presidente da AFA em 1979, Grondona lidera a entidade há 34 anos. Sob seu comando, a seleção argentina conquistou a Copa do Mundo em duas oportunidades (1978 e 1986) e teve Maradona como principal destaque. Entretanto, apesar da parceira vitoriosa, o ex-atleta costumeiramente critica publicamente o mandatário por suas atitudes.

 

“Estamos aqui para brigar para que as pessoas tenham um futebol transparente, que as famílias possam ir ao campo de jogo. Aos dirigentes e jogadores que não vieram aqui, digo que são cúmplices do roubo que está acontecendo. Quero que na próxima reunião apareçam para expor seu pensamento. Venham, senão serão cúmplices de um crime gravíssimo”, encerrou.

 

A expectativa é de que a próxima reunião do grupo ocorra nos próximos dois ou três meses. O movimento já atingiu importantes representantes da América do Sul, como Brasil, Paraguai, Uruguai, Venezuela e Equador, mas ainda espera conquistar novos membros nos países do continente.

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