Desde antes da prisão dos sete dirigentes ligados à Fifa, dentre eles o brasileiro José Maria Marin, o argentino Diego Maradona já agraciava o mundo do futebol com seus comentários acerca das eleições para presidente da entidade. Na noite deste domingo, o ex-craque declarou intenção de assumir o cargo de vice-presidente caso o príncipe da Jordânia, Ali Bin Al Hussein, seja escolhido como mandatário.
“Cuidado. Para muitos, não seria conveniente se eu fosse vice-presidente da Fifa porque limparia a todos. Se o príncipe Ali ganhar, tenho muitas chances de ser vice da Fifa. Se chegar lá, vou limpar todos. E eu poderia fazer isso, estaria amparado pelo Estatuto da Fifa”, começou o argentino, em participação no programa El Show del Fútbol de América.
“Em três dias de mandato, o Blatter já havia descumprido o que diz o Estatuto ao renunciar. E renunciou porque tem medo do FBI e da polícia suíça, tem medo de que o tirem à força e algemado. Nós teremos muitas possibilidades, já que de primeira já conseguimos 73 votos. Isso não acontecia faz tempo porque a Fifa comprava os votos e pronto, ganhava o Blatter. Ofereciam whisky, champanhe, o que quisessem…”, prosseguiu Maradona.
“O Platini me disse em Dubai que arranjou 187 partidas, agora tem que esclarecer isso. Quanto ao Figo, eu até o respeito, mas ele tem menos palavra que o amigo do Zorro (Bernardo, um personagem que fingia ser surdo-mudo para atuar como agente duplo). Eu me meti na Fifa para frear essa estupidez que foi instituída quando estava vivo o chefão”, comentou.
“Não quero mais ver reuniões entre dinossauros na Fifa, e tampouco quero que essa gente nos diga como administrar o futebol, o nosso espetáculo. Chega dessa história”, declarou Diego. Último a ser pego em um antidoping da entidade durante a disputa de uma Copa do Mundo, em 1994, Maradona garante que não se trata de revanche.
“Não vou com sede de vingança ou de revanche. Quero apenas que sejam feitos campos de futebol em Santiago del Estero e também na África. E, é claro, que não se ‘arranjem’ mais partidas, que sejam punidos pelo resto da vida. A questão de manter a Rússia e o Catar como sedes deveria ser discutida com o Ali, que está na Ásia. Mas os ‘velhos’ quiseram fazer no Brasil, na Rússia e no Catar para poder desfrutar.”, concluiu o ex-craque, enigmático, sobre a escolha das sedes dos mundiais.