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Futebol

Manhã de apreensões nas proximidades do Beira-Rio

Arquivo Geral

16/08/2006 0h00

A manhã desta quarta-feira nos arredores do Beira-Rio ainda não dava qualquer sinal do movimento esperado na decisiva noite, quando milhares de torcedores colorados se dirigirão para lá. Afinal ali ocorrerá o confronto entre Internacional e São Paulo pela final da Copa Libertadores. Apenas os olhos mais atentos podiam reconhecer, em meio à chuva, os técnicos das emissoras de rádio e televisão que realizavam os primeiros ajustes nos equipamentos responsáveis pela transmissão da partida.

O presidente do Internacional, Fernando Carvalho, deu seu testemunho sobre a manhã nos arredores do palco da grande decisão. “O clima está em efervescência”, declarou o dirigente. Fernando Carvalho lamentou ainda a chuva que não deixaria o gramado do Beira-Rio nas melhores condições.

Já entre os fiscais da Secretaria Municipal da Indústria e Comércio, responsáveis pela fiscalização das imediações do estádio, o clima não foi tão tranqüilo. Desde cedo que as três turmas da SMIC já trabalhavam. Durante a manhã foram realizadas nada menos do que 47 apreensões envolvendo artefatos explosivos – como foguetes – e bebidas alcoólicas.

O próprio secretário da SMIC, Idenir Cecchim admitiu que o número de apreensões foi alto, tendo em vista que a partida começará apenas às 22 horas (de Brasília). “O movimento realmente foi grande para uma manhã chuvosa e a tendência é que ele aumente com o decorrer do dia, principalmente com relação às bebidas alcoólicas”, declarou.

O secretário Cecchim fez questão de ressaltar que não teme qualquer ato de vandalismo por parte das torcidas. “Nós descartamos completamente que ocorra algo semelhante do que ocorreu no Gre-Nal do dia 30 de julho. As entidades responsáveis pela fiscalização estão alertas. Há bafômetros nas entradas do estádio e a Polícia Civil está pronta para identificar rapidamente qualquer baderneiro”, declarou.

A operação de fiscalização está sendo realizada pela SMIC, em conjunto com a Brigada Militar e o Procon. Muitos casos de cobrança de preços abusivos estão ocorrendo também, com cambistas sendo presos por cobrar R$ 800,00 por uma cadeira.

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