“Ô Urubu, pode esperar. A sua hora vai chegar”. Assim, cantou a torcida do Vasco após a animadora vitória diante do Internacional, na quinta-feira, em Macaé, provocando o Flamengo. Durante a semana nas filas para comprar ingresso, os flamenguistas rebatiam as gozações. “Temos que pensar nos outros jogos porque contra o Vasco já são três pontos garantidos”. Muitas frases nesse mesmo sentido foram ouvidas pelos Rubro-Negros.
E esse o clima encontrado entre os torcedores. Muita piadinha com o rival, mas garantia de paz. Assim, o Mané Garrincha deve ficar pequeno para o clássico de hoje às 16h. O último jogo grande no palco candango, que ficou conhecido como a segunda casa do Flamengo. Seus jogadores pisaram sete vezes no principal palco candango – com quatro empates (Santos, Coritiba, Portuguesa e São Paulo), duas vitórias (Vasco e Atlético-MG e uma derrota (Grêmio).
Casa nem de todos
Mesmo sendo chamada de segunda casa do Urubu, duas pessoas que estarão hoje no Mané ainda não vieram ao palco candango. O técnico Jayme de Almeida, efetivado após a demissão de Mano Menezes, e o volante Amaral, um dos grandes responsáveis pela evolução do sistema defensivo do clube da Gávea.
Na época de Mano Menezes, Amaral sequer participava dos coletivos. Era efetivamente desprezado pelo ex-treinador, que apostava suas fichas no lento Cáceres e no limitadíssimo Val.
Com muitos anos de Gávea, Jayme de Almeida tomou em sua estreia no comando do Fla uma medida de segurança. Colocou Amaral, entre os titulares, no empate sem gols contra o Náutico. De lá para cá, o volante jamais saiu do time. O novo comandante defendeu o Urubu em cinco oportunidades e a, antes bem contestada defesa, sofreu apenas dois gols – no empate com o Botafogo, pela Copa do Brasil, e na goleada por 4 x 1 sobre o Criciúma.
Quando todos elogiavam a dupla de zaga, formada então por Samir (não joga hoje por estar lesionado) e Wallace, Jayme de Almeida fez questão de ressaltar a importância de Amaral para a equipe ser menos vazada. “Com a entrada do Amaral, nosso time ganhou um maior equilíbrio. Ele é muito veloz e marca muito. Assim, os outros jogadores de meio têm mais liberdade para atacar. Lógico que não podem abandonar a defesa, mas chegam mais e melhor na frente”, argumentou o comandante do Flamengo, no lugar de Mano Menezes.
Desde que retornou ao Vasco, Juninho ficou de fora de apenas cinco partidas do time. O veterano de 38 anos atuou em 16 jogos dos 21 realizados pela equipe – não jogou em três pela Copa do Brasil e dois pelo Brasileiro. Contra o Flamengo. o meia vai para sua 12ª partida consecutiva na competição.