A Costa do Marfim chega à segunda Copa consecutiva mais experiente e com grandes chances de ser a melhor da África na primeira vez que o continente receberá a maior competição do futebol mundial.
Na África do Sul, a Costa do Marfim disputará o grupo G, junto com Brasil, Portugal e Coreia do Norte.
Os marfinenses disputaram a Copa de 2006 e eram apontados como possíveis revelações, mas deram azar e caíram no chamado grupo da morte, com Holanda, Argentina e Sérvia.
Apesar disso, a seleção obteve sua primeira vitória na competição com uma bela virada de 3 a 2 diante dos sérvios. Naquela equipe já estavam jogadores como o atacante Didier Drogba e o volante Yayá Touré, hoje destaques de Chelsea e Barcelona, respectivamente.
A evolução da equipe desde a participação na Copa da Alemanha ficou evidente na bela campanha pelas Eliminatórias Africanas, com oito vitórias e apenas dois empates.
A classificação veio com uma goleada de 5 a 0 sobre Malauí em Abidjan. A nota triste da partida foi a morte de 19 pessoas, pisoteadas pela superlotação do estádio que recebeu a decisiva partida.
O técnico é o bósnio Vahid Halilhodzic, que disputou a Copa de 1982 e tem boa experiência no futebol africano. Sua presença no cargo mostra a confiança da federação local em treinadores estrangeiros – em 2006, o cargo era do francês Henri Michel.
A experiência da maioria do elenco nas ligas europeias pode ser determinante para um bom desempenho da Costa do Marfim na África do Sul. São grandes as chances de desbancar nomes mais conhecidos do continente, como Camarões e Nigéria, e entrar para a história como a equipe africana que chegou mais longe em um Mundial.