Wanderley Luxemburgo não quer que nada atrapalhe o bom momento do Santos. No treinamento de terça-feira, o técnico conversou por mais de meia hora com os seus comandados, que deixaram o CT Rei Pelé com o discurso afinado.
A preocupação de Luxemburgo é que o time se deixe levar pelos comentários de torcedores e, principalmente, da imprensa. Os atletas, por exemplo, estão armados contra quem quiser lhe vestir a carapuça do favoritismo. “O Santos não é favorito em tudo. Isso vem de fora para dentro”, disse o zagueiro Adaílton, utilizando um dos chavões prediletos de Luxemburgo.
Sobre a condição de favorito, o próprio treinador já havia rebatido uma pergunta há pouco. “Não ouvi o Fábio Costa falar que somos os maiores favoritos, então não vou comentar. O Santos é um dos favoritos nas competições em que disputa, em função da grandeza da instituição, mas não o maior”, ponderou. “São coisas que vem de fora para dentro, e não de dentro para fora”, repetiu.
Há ainda quem tema que o Peixe calce o salto alto após o impecável início de temporada. Mas os ressabiados também estão do lado de fora da Vila Belmiro, segundo Luxemburgo. “Essa preocupação é muito externa. Não é nossa. O jogador é profissional e tem que estar preparado para lidar com isso. Não debati esse assunto porque não senti que esteja ocorrendo. Não posso antever uma situação”, esbravejou o treinador.
“Essa já é a segunda pergunta sobre isso. É uma preocupação só de vocês, de fora para dentro, porque não está ocorrendo”, acrescentou. Luxemburgo assegurou que, na longa palestra que fez no treinamento do Santos, não tocou em nenhum dos assuntos citados. “Foi uma conversa normal de trabalho, que eu não tenho motivos para não ter. Faz parte de um processo de trabalho”, minimizou.
O fato é que, com as conversas de Luxemburgo, o elenco do Santos está com o discurso cada vez mais próximo do utilizado pelo treinador. Também já sabe como deve proceder com as preocupações externas. “Tudo que chegar de fora para dentro e for bom, útil, nós vamos absorver. Mas, aquilo que possa diminuir a gente, vamos deixar passar”, decorou Adaílton.