São Paulo (SP) – Durante a semana, o técnico do Palmeiras, Wanderley Luxemburgo, avisou que só falaria do reencontro contra o São Paulo após a partida diante do Figueirense. Em sua primeira entrevista sobre o clássico, na noite desta quinta-feira, o treinador alviverde deixou claro o discurso cauteloso para evitar um clima de guerra perante o rival.
Em 2008, palmeirenses e são-paulinos estiveram envolvidos em várias polêmicas. A última delas acabou em caso de polícia: o Tricolor reclamou de um gás tóxico em seu vestiário na semifinal do Paulistão-2008, disputada no Parque Antártica.
”É mais um jogo do campeonato, senão será direcionado como uma decisão e uma guerra. É importante para os dois times continuarem pontuando na competição, apenas isso”, explicou Luxemburgo.
Questionado sobre o momento das duas equipes, já que o Palmeiras está quatro pontos a frente do São Paulo na classificação (18 a 14), o técnico alviverde continuou com palavras amenas. ”O Palmeiras tem uma pequena vantagem e o São Paulo obviamente vai querer tirar a diferença. É tudo dentro de uma normalidade, não quero que saia disso para se criar uma guerra”, insistiu.
Após o polêmico confronto do Palestra Itália, dirigentes de Palmeiras e São Paulo chegaram a se reunir para aparar as arestas. Existe um temor claro dos clubes com a possibilidade de confrontos entre os torcedores antes do clássico marcado para o Morumbi.
“Não se pode transformar isso em uma guerra. Devemos ver que os torcedores querem ir ao estádio com seus familiares. O espetáculo tem que ficar com os jogadores”, decretou Luxemburgo.
Desta forma, o Palmeiras acredita que terá uma boa recepção do São Paulo no Morumbi. “Se você começa a falar do passado, traz os problemas para o presente. Não vale a pena. Vou para lá (ao Morumbi) desprovido de qualquer coisa. Aquele problema ficou no passado”, finalizou Luxemburgo, sem pensar em sofrer um troco pelo caso do gás.