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Futebol

Luxemburgo e Zé Roberto desafiam tabus contra mexicanos

Arquivo Geral

23/05/2007 0h00

Além da importância por si só de conquistar uma vitória para levar o Santos adiante na Libertadores da América, o técnico do Peixe, Wanderley Luxemburgo, entrará na Vila na noite desta quarta-feira para quebrar uma escrita: até hoje, como treinador, Luxa não conseguiu chegar a uma semifinal da competição sul-americana.

Em 1991, como comandante do Flamengo, Wanderley Luxemburgo levou a equipe até as quartas-de-final, fase em que o Peixe se encontra na edição 2007. Na ocasião, há 16 anos,encarou o Boca Juniors e ficou pelo caminho, com uma vitória por 2 x 1 e uma derrota por 3 x 0 em Buenos Aires.

Três anos mais tarde, voltou a uma Libertadores no comando do poderoso Palmeiras e com a retaguarda da Parmalat. Mesmo assim, também deixou a competição de forma prematura, desta vez, nas oitavas. O algoz de Luxa foi o São Paulo, que seguiu em frente com um empate sem gols e uma vitória por 2 x 1.

Em sua terceira participação como treinador, Luxemburgo assumiu o Santos depois da demissão de Leão, nas oitavas de final da Libertadores de 2004. No sufoco, passou pela LDU nas oitavas com uma vitória por 2 x 0 na Vila, gols de Diego, conquistando a vaga nos pênaltis.

Na seqüência, teve pela frente o Once Caldas, da Colômbia. Empatou por 1 x 1 na Vila (gol de Basílio) e perdeu em Manizales peloplacar mínimo. Valentierra, que deixara sua marca na Baixada, também fez o gol que mandou o Peixe embora mais cedo. O Once Caldas acabou levantando a taça de maneira surpreendente.

Em sua quarta oportunidade, mais maduro, o treinador espera mudar o rumo da história. “O que mudou? Caiu cabelo, ganhei peso, perdi peso”, sorriu. “Estou mais maduro agora. Antigamente jogava mais em cima para decidir o jogo na casa do adversário, mas fui observando e aprendendo com a competição. Contra o América, fomos um time equilibrado fora de casa, mas mudaremos a postura neste segundo jogo”.

Enquanto Luxemburgo busca a inédita classificação para as semifinais da Libertadores, o craque de seu time, Zé Roberto, vai brigar para também escrever um capitulo importante em sua história pessoal. Contra o América, se balançar as redes, alcançará a marca de 50 gols na carreira.

Ao falar sobre o possível feito, o jogador, que já balançou as redes 11 vezes com a camisa do Peixe, descartou o rótulo de artilheiro, mas não a busca por mais gols. “O Zé não é um matador, mas sempre há a expectativa de fazer alguns gols”, comentou o camisa dez.

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