Contratado a pedido do técnico Wanderley Luxemburgo para ser um dos líderes do elenco na caminhada do Santos rumo a Taça Libertadores da América de 2010, o volante Emerson tem correspondido até aqui, segundo o treinador, as expectativas depositadas sobre ele, apesar de ele ainda não estar em suas condições físicas ideais.
“Ele estava jogando, mas se eu desse mais dois, três minutos ele até se recuperaria. Só que com a intensidade que eles (Santo André) estavam vindo, poderia dar problema. Mas tenho certeza que no próximo jogo ele (Emerson) deve ir bem melhor”, disse Luxemburgo, satisfeito com a melhora no posicionamento tático que a equipe tem quando Emerson está em campo.
Além disso, o treinador vê no experiente meio-campista uma peça muito importante para o grupo fora de campo. “Ele é uma referência pela trajetória bonita que tem. Ele começou como meia-esquerda depois foi para volante, jogou Copa do Mundo. Em 2002, ele seria o capitão do penta (campeonato mundial da seleção brasileira), mas não jogou por causa de um problema na clavícula. Fora isso, jogou 12, 13 anos na Europa, em times como Milan, Real Madrid, Roma, Bayer Leverkusen, Juventus, sempre com sucesso”, destacou.
“Tem coisas que vocês desconhecem. Muitas vezes no vestiário, depois dos treinos, se você entrar lá, vai ver que a molecada toda fica junto dele, em torno da banheira (de hidromassagem do Hotel Recanto dos Alvinegros, no CT Rei Pelé). Eles ficam ali ficam perguntando as coisas, sobre as situações que o Emerson já viveu dentro do futebol. A garotada fica ali pegando experiência e ele não se nega a passar essa experiência para a molecada”, contou Luxemburgo. “Isso é muito bom e o elenco tem muito a ganhar com isso”, finalizou.