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Apesar de comemorar o menor desgaste com viagens por ter um time brasileiro como adversário na semifinal da Taça Libertadores da América, o técnico Wanderley Luxemburgo considera injusto o confronto prematuro com o Grêmio.
Em 2007, a Conmebol acrescentou ao regulamento da competição continental um item que obriga as equipes de um mesmo país a se enfrentarem antes da decisão. De acordo com as chaves, o Peixe deveria pegar agora o Cúcuta, da Colômbia, enquanto o Grêmio jogaria contra o vencedor de Boca Juniors e Libertad.
“Não concordo com o regulamento que fez Santos e Grêmio se enfrentarem. Quando estamos disputando uma competição e avançamos, independe se somos times de um mesmo país. É um direito adquirido pelo que já fizemos”, argumentou Luxemburgo, que já elegeu o Cúcuta como a melhor equipe das oitavas-de-final.
Para alguns, a iniciativa da Conmebol serve para estimular a concorrência entre os países participantes das Libertadores. Evita, por exemplo, o que aconteceu nas duas últimas edições, quando o São Paulo fez as finais contra os compatriotas Atlético-PR e Internacional. O técnico do Santos tem outra teoria.
“Talvez essa decisão tenha sido tomada para impedir finais entre times mexicanos, já que eles não podem disputar o Mundial. Se fossem dois mexicanos na decisão, seria complicado mesmo”, palpitou Luxemburgo.
As equipes do México só se classificam para o Mundial de Clubes através da Copa dos Campeões da Concacaf, que foi vencida pelo Pachuca em 2007. Um dos motivos apontados para o América enfrentar o Santos com um time reserva nas quartas-de-final da Libertadores é o desestímulo que essa regra provoca.