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Futebol

Luxa se esquiva de briga com Leão, mas dá resposta

Arquivo Geral

05/01/2008 0h00

A primeira entrevista coletiva do técnico Wanderley Luxemburgo depois do início dos trabalhos no Palmeiras serviu para o ex-santista responder às críticas de seu sucessor na Vila Belmiro, Emerson Leão. No entanto, Luxemburgo evitou entrar em briga com o desafeto e foi sereno nas respostas, mas não deixou de rebater ao reafirmar que a estrutura do time da Baixada está entre as melhores do Brasil.

“Não tem problema de ele ter criticado, eu já fui de briga, mas não sou mais. O Leão falou, mas eu tenho orgulho de ter participado da reestruturação do CT do Santos, que é um dos melhores do Brasil. Há uma estrutura para trabalhar, mas se ele acha que precisa de alguma outra coisa, faça o que acha necessário”, afirmou Luxa, depois do treino do Verdão na manhã deste sábado, em Atibaia.

Emerson Leão aproveitou sua apresentação na Vila Belmiro durante a semana para criticar duramente o planejamento e a estrutura deixada por Luxemburgo no local. Apesar de ter adotado um tom moderado nas respostas, o técnico palmeirense deixou claro que não gostou dos questionamentos contra o Cepraf, departamento de fisioterapia do Santos. Leão afirmou que alguns aparelhos sumiram, mas Luxa fez questão de defender o fisioterapeuta Nilton Petrone, o Filé, que agora trabalha no Verdão.

“O que ficou desconfortável foi com o Filé. O que aconteceu é que foi o Filé quem apresentou a empresa de aparelhos ao Santos e os equipamentos ficaram em comodato. Quando ele saiu, levou junto porque estavam sob responsabilidade dele. Se o Santos quiser continuar com os aparelhos, precisa conversar com a empresa”, afirmou. Filé já havia explicado que alguns equipamentos utilizados pelo Cepraf em 2007 pertenciam à empresa, e não ao Peixe.

Luxemburgo também acrescentou que quem deveria se sentir incomodado com as declarações de Leão é o presidente santista, Marcelo Teixeira. “Não tenho problema com o Leão. Quem tem de responder a ele é o presidente do Santos porque foi denegrida a imagem do clube, que construiu um CT para ser modelo no Brasil. Eu quero é sossego. Há uma minoria que me persegue e quando sai alguma coisa na imprensa já sei quem é, mas faz parte do jogo. Eu me sinto gratificado por ter ajudado a melhorar a estrutura lá”.

O treinador palmeirense ainda afirmou que aprendeu a se envolver menos em discussões com a experiência que adquiriu ao longo da carreira. “Estou bem melhor, percebi que não vale a pena. O Leão observou e quis fazer o comentário, mas é problema dele. Vou continuar dando ênfase ao aprendizado e ao amadurecimento, e agora falo de Palmeiras. Estou experiente”, afirmou o técnico, que, porém, afirmou que não deixará de entrar em polêmica se achar necessário para rebater algum imbróglio.

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