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Futebol

Luxa nega "chapéu" e elogia o São Paulo

Arquivo Geral

31/08/2006 0h00

A torcida santista já comemora o “chapéu” dado pelo Peixe no São Paulo na corrida pelo meio-campista Zé Roberto. Como o time do Morumbi revelou antes do rival a negociação com o atleta, ficou a impressão de que o Santos foi quem “atravessou” as conversas para levá-lo. No entanto, o técnico Wanderley Luxemburgo revelou hoje que o Alvinegro praiano foi o primeiro clube a procurar o atleta, e não o Tricolor.

“O São Paulo é que não queria deixar o Zé Roberto ir para a Vila. Ele já estava negociando com a gente, mas nós não noticiamos. De repente, noticiaram que o São Paulo tinha a contratação do Zé Roberto. Mas foi o contrário, nós já tínhamos conversado com ele e seu empresário já havia liberado para o Santos fazer a transferência”, explicou.

Ao contrário do que se poderia imaginar, a tentativa do rival de frustrar a negociação do Santos com Zé Roberto não irritou Luxemburgo, que chegou a elogiar a postura da cúpula do Morumbi. Sem perder a oportunidade de alfinetar a Lei Pelé, o treinador afirmou que não há motivos para criticar os métodos do São Paulo em suas contratações.

“O mercado atual tem isso de o jogador ter o contrato por acabar e você entrar na frente. Os dirigentes de clubes não têm que ficar chateados, e sim planejar melhor para não ter problema de contrato. Essa é a realidade com a Lei Pelé. O pessoal critica o São Paulo, mas é um clube que atua dentro da realidade. Nós também agimos dentro da ética, como faz o São Paulo, que está de parabéns pela tentativa de buscar o Zé Roberto”, afirmou.

Além de frustrar o adversário na briga de mercado, a chegada de Zé Roberto ao Peixe também gera conseqüências no Campeonato Brasileiro, já que as duas equipes são justamente as mais bem colocadas na competição.

Mesmo elogiando o trabalho do Tricolor, Luxemburgo acabou reconhecendo a importância de se reforçar e, de quebra, impedir que o concorrente também se fortaleça. “O São Paulo é um grande clube, que trabalha muito bem. A competição de mercado é assim. Ninguém deve ficar chateado porque é dessa forma, sem deixar seus concorrentes diretos se fortalecerem”, concluiu.

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