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Futebol

Luxa nega decadência e volta a atacar Belluzzo

Arquivo Geral

24/11/2009 0h00

Acostumado a títulos, o técnico Wanderley Luxemburgo está vivendo neste ano de 2009, uma situação atípica em sua carreira. O treinador, que começou o ano no Palmeiras, não conquistou o título paulista, nem o da Copa Libertadores da América pelo Verdão e, após uma polêmica com o atacante Keirrison (vendido ao Barcelona, e posteriormente emprestado ao Benfica), acabou deixando o Palestra Itália, para retornar a Vila Belmiro.


Na sua chegada ao Santos, a promessa era levar o clube a uma vaga na próxima Libertadores. No entanto, o time não engrenou e a promessa teve que dar lugar à realidade: o Peixe se mantém há várias rodadas na 12° posição do Campeonato Brasileiro, sem perspectivas maiores na competição, do que uma vaga para a Copa Sul-americana do ano que vem.


Por isso, os questionamentos ao seu trabalho são constantes. Irritado com as indagações sobre se estaria vivendo um declínio em sua carreira, Luxemburgo resolveu rebater as críticas com firmeza. “Outro dia me perguntaram se eu estava em decadência. Infelizmente, essa é a cultura do Brasil. Ninguém analisa projeto ou carreira. Só que se você deixa de ganhar um ano está em decadência. Eu só não ganhei títulos em 2009”, afirmou.


Luxa ainda discorreu mais sobre o assunto e aproveitou para, mais uma vez, direcionar críticas ao comportamento do presidente do Palmeiras, Luiz Gonzaga Belluzzo, que o demitiu do comando da equipe alviverde, em junho deste ano.


“Trabalho com projetos. E o meu projeto, quem me acompanha sabe disso, foi o Palmeiras. Foi um trabalho que eu montei junto com a diretoria, como quero fazer agora com o Santos. No primeiro ano, nosso objetivo era ganhar um título e nós ganhamos o Campeonato Paulista, além de conseguir classificar o clube para a Libertadores, que nós chegamos. E neste ano, o time estava sendo trabalhado para chegar no Brasileirão. Só que, infelizmente, esse projeto foi interrompido por um retrógrado, um ditador”, disparou.


“Ele (Belluzzo) não gostou do que eu falei sobre o Keirrison e me mandou embora, assim como ele fez com o Maurício e com o Obina, mandando os dois jogadores embora e acabou (os atletas brigaram no gramado do Estádio Olímpico, foram expulsos contra o Grêmio e, além disso, foram dispensados pela diretoria alviverde)”, concluiu Wanderley Luxemburgo, demonstrando que ainda guarda mágoas da forma como foi demitido do cargo de técnico palmeirense.

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