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Futebol

Luxa: <i>se não fosse Camarões, ganharia o ouro e a Copa de 2002</i>

Arquivo Geral

01/10/2008 0h00

Sempre com resposta negativa aos pedidos para comentar uma possível volta à seleção brasileira, Wanderley Luxemburgo resolveu abrir a boca para não só reforçar sua vontade de ser novamente empregado da CBF como lamentar um único jogo que pôs fim à sua caminhada à frente do time canarinho em 2000: a derrota para Camarões nas quartas-de-final das Olimpíadas de Sidney.


De acordo com o atual treinador do Palmeiras, a vitória africana por 2 a 1 conquistada na morte súbita encerrou não só o sonho de conquistar o inédito ouro olímpico para o Brasil como também as chances de ele, e não Luiz Felipe Scolari, se sagrar campeão da Copa do Mundo dois anos depois.


“Se vencesse Camarões, em 2000, eu seria campeão olímpico e ganharia a Copa de 2002. Por que me tiraram se meus resultados eram ótimos? Fui criticado por aquela eliminação na partida que eu melhor trabalhei”, argumentou à Rádio Globo o comandante do Verdão, garantindo que estava ciente da estratégia dos Leões Indomáveis: deixar os brasileiros impedidos.


“Muitos me criticaram, falaram que não vi Camarões jogar. É mentira! O Candinho (seu auxiliar-técnico) tinha analisado eles, sabíamos tudo e passei aos jogadores. Aquela partida seria a decisão para nós. Se passássemos, eu seria campeão olímpico, apesar de todos os problemas da época”, relembrou o comandante do time campeão da Copa América em 1999 e vice na Copa das Confederações no mesmo ano.


A comissão técnica que acompanhou Luxemburgo na Austrália tinha confiança no ouro, mas hoje não esconde a decepção com um jogador: Ronaldinho Gaúcho. Todos esperavam que o garoto, então com 20 anos, “estourasse” ao lado de Alex, mas, na opinião de escudeiros do treinador, apenas o meio-campista correspondeu às expectativas.


Fora de campo, ao citar os “problemas” que teve há oito anos, Luxa se recorda de seu depoimento à CPI do Futebol no Senado em que admitiu sonegação fiscal, falsidade ideológica, mas teve de negar a acusação de uma ex-secretária sobre tráfico de cocaína em bolas de futebol.


Passada a turbulência, o técnico se gaba por ser o maior detentor de títulos brasileiros da história (cinco, em 1993 e 1994 com Palmeiras, 1998 com Corinthians, 2003 com Cruzeiro e 2004 com Santos) para se dizer pronto para voltar à seleção.


“Estou preparado. Sou bom mesmo. Se fosse o presidente da CBF, colocaria o Luxemburgo na seleção”, comentou, acreditando ser ético falar sobre um cargo ainda ocupado e já enumerando quem são seus concorrentes caso Dunga seja demitido.


“O Muricy e o Paulo Autuori, que tem experiência em outras seleções, são outros nomes, além do Abel Braga, que fez belíssimos trabalhos em competições sul-americanas”, afirmou, concluindo com um aviso. “Temos que debater mais e parar com esta frescura que não se pode falar nada. Tudo isso pertence ao futebol”.


 

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