O jogador mais capacitado do Peixe é, indiscutivelmente, Zé Roberto. Em meio a apresentações abaixo da média de boa parte dos comandados de Luxemburgo, o meia foi exceção. Soberano no meio-campo, marcou dois belos gols, classificando o time às quartas-de-final da Libertadores. Mas dividiu os méritos pela vitória: “Decidi pelos gols, mas não podemos deixar de falar da garra de meus companheiros. A equipe lutou bastante. Claro que, às vezes, o treinador acaba enfatizando mais um jogador, mas eu citaria o companheirismo como nosso destaque”.
Luxemburgo, por fim, também cedeu à humildade do camisa dez. “Não foi só o Zé Roberto que teve capacidade individual. Só que, coletivamente, não jogamos bem”, reafirmou o aniversariante, após ganhar de Zé Roberto a vitória como presente pelos 55 anos completados nesta quinta. “A superação dos atletas foi o maior presente. Definimos três jogos importantes para terminarmos uma etapa: a decisão contra o São Caetano e os dois com o Caracas. Conseguimos passar por todos”, comemorou.
Mas os discursos não foram apenas festivos. A queda de rendimento do Santos, assumida por muitos jogadores quando deixavam a Vila Belmiro, soou como alerta para os confrontos com o América do México, na próxima fase. “Também não podemos pegar esse jogo como parâmetro. Daqui até lá, é muito distante. O jogo serviu como atenção aos jogadores, mas não como parâmetro”, ponderou Wanderley Luxemburgo.
< !-- /hotwords -- >