Dono da camisa 1 desde que o técnico Wanderley Luxemburgo assumiu o comando do Santos, o goleiro Felipe chega ao final deste Campeonato Brasileiro com a sua maior sequência como titular da meta santista desde que subiu ao time principal do Peixe, em 2006.
Revelado nas categorias de base do clube, o jovem arqueiro de 21 anos voltou ao Alvinegro Praiano no meio desta temporada, como quarto goleiro. Mas, aos poucos, com a contusão de Fábio Costa e com Douglas não conseguindo se firmar como titular, ganhou uma nova oportunidade, Com a chegada de Luxemburgo, não decepcionou.
Para o arqueiro, essa confiança de Luxa em seu trabalho foi fundamental para que ele apresentasse o seu melhor futebol. “Lógico que tendo a confiança do Wanderley, que é um treinador de ponta, a gente entra mais tranquilo em campo. E goleiro vive de sequência, que foi o que eu não tive com o Cuca e outros técnicos que passaram por aqui. Isso diferencia a minha relação com o Luxemburgo. Ele me deu a oportunidade e hoje estou mostrando quem é o Felipe”, disse.
Outro que mereceu agradecimentos de Felipe foi o preparador de arqueiros, Eduardo Bahia. Contratado no início do ano, quando Vágner Mancini chegou à Vila Belmiro, Bahia permaneceu no Santos, mesmo quando Mancini deixou o clube em julho, após ser demitido pela diretoria.
“O Eduardo Bahia é um grande professor para nós, goleiros. Se ele ficasse aqui, seria muito importante para mim, pois aprendi muito com ele. Ele foi muito importante nessa volta por cima que eu dei. Ele me ajudou muito nesse ano”, revelou Felipe, defendendo a permanência do profissional para a próxima temporada, independentemente de quem será eleito o presidente santista no próximo sábado: Marcelo Teixeira (situação) ou Luis Álvaro de Oliveira Ribeiro (oposição).