Único clube a conseguir burlar o regulamento imposto pela CBF para a inscrição de reforços vindos do exterior, a Portuguesa está próxima de repetir a dose mais uma vez. Se primeiro o clube do Canindé conseguiu a liberação para o volante Cleisson, a meta agora é tentar o mesmo com o atacante Alex Alves, contratado recentemente após iniciativa (leia-se vaquinha) da própria torcida.
Na última terça-feira, o advogado da Rubro-verde, Valdir Rocha, entrou com uma liminar na Justiça do Trabalho pedindo a inscrição do atacante. Desta vez, no entanto, o diferencial está no pedido. Se com Cleisson o objetivo era claramente driblar a CBF, agora a Lusa quer ter a liberação de Alex Alves sem esperar a documentação do jogador chegar da Turquia.
A Portuguesa alegará mais uma vez que o atacante não pode ter quebrado o seu direito de exercer a profissão. A medida já foi tomada anteriormente para a inscrição do atacante Sérgio Júnior e segundo o departamento jurídico do clube, trata-se de agilizar o processo, que poderá durar de três a quatro dias ao invés dos habituais meses que costumam demorar para a chegada da documentação de jogadores do exterior, ainda mais de mercados periféricos da Europa, como a Turquia.
Alheio aos trâmites jurídicos, Alex Alves demonstra confiança em estar em campo logo neste sábado (5/8) contra o Avaí, no Canindé, pela 15ª rodada da Série B. “Acho que não terá problemas para ser inscrito. Torço para isso, pelo menos. Estou preparado e venho treinando forte para jogar no sábado”, garantiu.