Acusado de corrupção no comando da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), o ex-presidente trocou a Suíça pelos Estados Unidos nesta quarta-feira. Após ficar detido em Zurique por cinco meses, o cartola é acompanhado por oficiais do FBI até Nova Iorque, onde conhecerá as próximas etapas de seu julgamento.
O passo seguinte é reunir-se com autoridades norte-americanas para definir os rumos do processo. Se Marín assumir algum delito, por exemplo, em troca passa a ter certos benefícios. Há inclusive a possibilidade de ele não cumprir pena em prisões dos EUA, mas para isso precisaria abrir o jogo em “delação premiada” que entregaria seus supostos comparsas na execução dos crimes em questção.
A tendência, entretanto, é que o ex-presidente da CBF mantenha discurso de que é inocente, a despeito das provas que a investigação da Justiça dos EUA tem levantado nos últimos meses. Se assim for, ele segue detido em alguma prisão – provavelmente em Nova Iorque – até que a situação se desenrole em julgamento.
Aos 83 anos, Marín pode alegar não ter condições físicas de fugir para esperar o andamento do processo em casa. Ainda que tenha escondido em suas declarações ao fisco brasileiro, ele tem um apartamento em Nova Iorque avaliado em pelo menos 2,5 milhões de dólares (cerca de R$ 9,3 mi).
Segundo a Justiça norte-americana, Marín desviou dinheiro e aceitou suborno para assinar contratos de direitos de transmissão. Por isso foi preso no dia 27 de maio, às vésperas de uma eleição presidencial da Fifa, em Zurique. Ele foi o último dos sete detidos na ocasião que aceitou ser extraditado.