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Futebol

Lesão causa saída de Iranildo do Gato. Meia não entrou em campo pelo clube

Arquivo Geral

23/03/2012 7h02

Petronilo Oliveira
petronilo.oliveira@jornaldebrasilia.com.br

Durante a tensão da semifinal do primeiro turno do Candangão-2012 contra o Brasiliense quarta-feira, no Abadião, um jogador viveu momento ímpar em sua carreira. Aos 35 anos, pela primeira vez em sua trajetória no futebol, o meia Iranildo passou por um clube sem atuar por um minuto sequer. Ainda no intervalo do clássico do DF, Chuchu rescindiu contrato com o Gato Preto.

  O camisa 10 sofreu uma séria lesão nas costas ainda na pré-temporada. Na última terça-feira, o Jornal de Brasília anunciou com exclusividade o possível rompimento do contrato, visto que o atleta fez duras críticas ao fato de ser o único sem receber salário durante dois meses. O jogador preferiu não falar, mas a reportagem apurou que a dívida chegaria a aproximadamente R$ 35 mil.

 “Não quero falar de valores, mas fizemos um acordo amigável. Falei antes que pensei em botar o Ceilândia na Justiça. Mas nunca fiz isso com outro clube e resolvi não acionar meu advogado”, diz o camisa 10. “Fiquei chateado com a desconfiança da diretoria sobre a minha seriedade com o tratamento. É uma situação chata porque estava me dedicando, indo à clínica, fazendo a fisioterapia. E parece que não acreditavam no meu profissionalismo”, protesta Chuchu.

O presidente do Ceilândia, Almir de Almeida, juntamente com o presidente do Conselho Deliberativo do Alvinegro, José Beni, conversaram com o veterano meia. “Eles fizeram até uma proposta para eu assinar um pré-contrato para ficar no clube, caso o Ceilândia consiga uma vaga na Série D do Brasileiro. Achei um gesto legal da parte deles, mas ainda não dei uma resposta”, avisa Chuchu.

Iranildo precisa tratar de uma hérnia de disco – problema de difícil solução, ainda mais para jogadores com mais idade. “Um médico do clube aí, que nem lembro o nome, veio me dizer que era melhor eu parar, me aposentar. Deve ser pela pouca experiência que falou essa bobagem. Não respondi. Dei as costas e saí de perto. Vou jogar até uns 38 anos”, prevê.

O jogador usa os vascaínos Juninho Pernambucano e Felipe como exemplos de que a alta idade não é empecilho. “Ainda posso contribuir demais. Se eu percebesse que passaria vergonha, me aposentava. Mas vejo uns caras novos jogando e faço melhor”, tira onda.

 

O volante Daniel está suspenso por ter levado o terceiro cartão amarelo contra o Brasiliense. Desta forma, ele não joga contra o Luziânia, domingo. “Vou ficar na torcida, infelizmente. É bom demais ganhar do Brasiliense”, diz. Ele teve curta passagem pela trupe amarela e sem oportunidades.

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