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Futebol

Leão prega humildade e diz que Sul-Americana é obrigação

Arquivo Geral

15/08/2006 0h00

Ao lado do presidente Alberto Dualib e de Paulo Angioni, diretor da MSI, Emerson Leão foi apresentado oficialmente como técnico do Corinthians na tarde desta terça-feira e, na seqüência, comandou seu primeiro treino no Parque São Jorge. Em suas primeiras palavras, o ex-goleiro comemorou a oportunidade de voltar ao Timão depois de duas décadas.

“Após 23 anos, volto ao clube onde fui muito feliz como atleta. Estou muito entusiasmado e a responsabilidade é grande, mas foi justamente isso que me trouxe para cá”, comentou Leão. “Cheguei no epicentro do furacão, mas o tempo vai nos ajudar. O presidente me deu carta branca, sempre visando o bem do Corinthians”, completou.

O treinador, que estava no São Caetano, assinou contrato por dois anos e agradeceu o apoio da torcida, que em sua maioria o apontava como a melhor opção para o clube. “A sua maneira de trabalhar é o seu cartão-postal, e as pessoas honestas têm espaço. A torcida quer um funcionário que trabalhe o máximo possível e se torne um representante do torcedor. É o que eu serei”, diz.

Apesar de não esconder a felicidade pela chegada ao Parque São Jorge, Leão afirmou que passa a ter uma dívida de gratidão com seu ex-time. “O São Caetano me deu tudo que eu quis e hoje de manhã ainda quis me dar mais. É algo que eu vou retribuir um dia”, comentou o treinador, que fez a mesma afirmação quando deixou o São Paulo no ano passado para dirigir um clube japonês.

Leão estará no banco de reservas na partida desta quarta-feira contra o Fluminense e acredita que a recuperação da equipe comece imediatamente. “Uma equipe da tradição do Corinthians não era para estar onde chegou. Classificar-se à Copa Sul-Americana é obrigação e o objetivo é subir o máximo e o mais rápido possível. Temos de jogar com humildade, pois assim voltaremos a vencer”, diz.

Sobre sua passagem como jogador do clube, em 1983, Leão preferiu minimizar o fato de ter se posicionado contra a Democracia Corintiana. “Foi um passado rápido, apenas um ano, mas de sucesso. Ninguém era obrigado a seguir a Democracia Corintiana e a imagem que ficou para mim foi a do título que conquistamos. Poderia até não haver amizade entre alguns atletas, mas tínhamos uma equipe que jogava coletivamente, e isso é o importante”, destacou.

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