O Corinthians poderia retornar a São Paulo com uma vantagem ainda maior para o jogo de volta da primeira fase da Copa Sul-americana. O Timão já vencia o Vasco por 1 a 0 quando, aos 27 minutos do segundo tempo, Renato cabeceou no travessão e a bola quicou cinco centímetros dentro do gol, segundo tira-teima da televisão, mas a arbitragem não viu.
Após a partida, o técnico Emerson Leão evitou criticar o árbitro Alicio Pena Junior e seus assistentes. “Sou obrigado a reconhecer que, apesar de a bola ter entrado, o árbitro estava longe e não conseguiu ver. Foi um erro perdoável não porque ganhamos, mas pelas circunstâncias. Infelizmente, porque o segundo gol traria uma tranqüilidade maior para o jogo da volta”, afirmou.
A jogada rápida confundiu até mesmo os atletas alvinegros, como confidenciou o meia Carlos Alberto. “No momento, percebemos que a bola entrou um pouco. Não tínhamos a certeza, mas fizemos aquela pressão básica. Só depois vimos que a bola entrou toda mesmo”, disse.
Se inocentou o árbitro, Leão não poupou seus comandados. “Os primeiros 20 minutos foi de um domínio tranqüilo do Corinthians, que não soube aproveitar. Aí o Vasco começou a dominar a partida e isso me irritou muito, por isso tive que falar mais forte no intervalo para passar aquilo que precisávamos. Voltamos bem e acho que o resultado poderia ter sido 3 x 1”, destacou.
Carlos Alberto, um dos melhores em campo, ponderou que a chuva e o gramado encharcado atrapalharam um pouco. “Devido ao campo pesado, acabamos nos desgastando mais e por isso acabamos dosando para poder agüentar o jogo todo”, disse. “As dificuldades fazem a gente forçar um pouco mais e isso dá uma quebrada no ritmo. O intervalo foi importante para o Leão chamar nossa atenção e voltarmos melhor para o segundo tempo”, continuou.