A janela de contratações para o Campeonato Brasileiro termina na próxima quinta-feira e, pelo andar da carruagem, o técnico Emerson Leão dificilmente terá novos jogadores para a seqüência da competição. O treinador já não mostra mais tanta esperança em contar com reforços, embora garanta que não seja por falta de tentativa.
“Se pegar nossa conta de telefone para o exterior, vai ver que estamos gastando muito porque temos procurado muito. Mas é difícil. Negociar com o Brasil é sempre a última opção. No futebol, nossa moeda é fraca. Primeiro vem o euro, depois o dólar, depois todas as outras e, aí sim, o real”, afirmou.
Leão entregou uma lista de reforços a pedido da diretoria, na qual constariam os nomes do zagueiro Alex (PSV-HOL), do meia Alex (Fernerbace-TUR) e dos atacantes Luis Fabiano (Sevilla-ESP) e Grafite (Le Mans-FRA).
O treinador não quis comentar se a polêmica envolvendo Corinthians e MSI (cujo chefe, KIa Joorabchian, não aparece no clube há mais de três meses) estaria atrapalhando a chegada de novos atletas, mas deixou a entender que sim.
“Tudo o que sei sobre a MSI é pelo Paulo Angioni (diretor da empresa) e pelo (Alberto) Dualib (presidente do Corinthians). Mas sempre penso que não deve haver dois lados. E o emblema que eu defendo é o do Corinthians”, afirmou.
Sem Carlitos Tevez, que desertou, e Nilmar, contundido, a função de ser o homem-gol corintiano, portanto, deve mesmo ficar com Nadson, já que Rafael Moura não vem agradando. Neste domingo, porém, o atacante sofreu com a falta de ritmo e não fez uma boa partida.
“O Nadson não jogava há mais de um ano (passou por duas cirurgias) e quando ele errava uma, duas vezes, era nítido que o seu emocional atrapalhava. Ele precisa de uma seqüência de jogos”, destacou Leão.
O treinador admitiu ainda que o fato de não ter conseguido sair da zona de rebaixamento nesta primeira rodada do segundo turno preocupa. “Estamos em uma situação delicada e vai ficar pior se continuarmos aceitando o que está acontecendo conosco”, afirmou.