O técnico Geninho passou seus últimos dias no Corinthians reclamando das dificuldades que tinha para escalar a equipe. Duas semanas depois de chegar ao Parque São Jorge, Emerson Leão mostra a mesma insatisfação. Entre contusões, suspensões, convocações, negociações e deserções, o Timão não repetiu a equipe em nenhuma das 20 rodadas do Campeonato Brasileiro.
“Estamos perdendo uma quantidade muito grande de atletas, mais da metade de uma equipe de futebol, o que representa um déficit muito grande”, lamenta o treinador, que sempre faz questão de ressaltar a falta do meia Ricardinho (vendido para o futebol turco) e do atacante Nilmar (fora dos gramados até 2007 por contusão).
Até por isso, Leão se nega a dar uma nota ao time alvinegro. “Não tivemos a possibilidade de escalar a mesma equipe nem o máximo do Corinthians. Quando eu tiver a possibilidade de escalar o máximo do Corinthians e repetir a escalação, poderei dizer até onde o Corinthians pode ir. Preciso aguardar um pouco para não errar a minha opinião”, afirma.
Mesmo assim, o treinador destaca o aproveitamento de pontos da equipe desde a sua chegada. “Com todas as dificuldades, fizemos mais que 50%. Se for ver quem conseguiu 50%, não estaríamos nessa situação”, disso o comandante alvinegro, que conquistou sete pontos em 12 disputados.
Leão ainda disse não ter se arrependido de assumir o Corinthians e usou uma de suas metáforas para dizer o que é preciso para que o time saia da zona de rebaixamento. “Se eu aceitei é porque achei que tenho capacidade para mudar. Se todos pegarem juntos na corda e puxarem para o mesmo lugar, podem ter certeza que conseguiremos”, afirmou.
Para a partida desta quarta-feira contra o São Caetano, o treinador não poderá contar com três atletas que estiveram na derrota para o Grêmio: Marcus Vinícius e Mascherano, suspensos, e Marcelo, contundido, além de Gustavo Nery, também lesionado.