Se a previsão do técnico Emerson Leão estiver certa, o lateral-esquerdo Kléber terá que se contentar em jogar outro semestre no futebol brasileiro. O empresário Juan Figger esteve na Europa para tentar finalmente vendê-lo a um clube europeu, porém nenhuma negociação evoluiu.
“Tentativa é uma coisa. Realidade é outra”, diferenciou Leão. Em dezembro, a imprensa espanhola chegou a noticiar que Figger estava bem próximo de acertar a transferência de Kléber para o Valencia por cerca de 10 milhões de euros, o que não se transformou em realidade. Como o mercado europeu fechará no final de janeiro, dificilmente a projeção de Leão será errada.
Kléber nunca escondeu o seu desejo de retornar à Europa, onde já defendeu os pouco expressivos Basel, da Suíça, e Hannover, da Alemanha. O lateral-esquerdo, inclusive, contava com a promessa da diretoria do Santos de ser o primeiro atleta do elenco formado por Wanderley Luxemburgo a ser negociado com o exterior.
Os próprios dirigentes contavam com a venda de Kléber por um bom valor financeiro, dadas as suas constantes convocações à seleção brasileira, para melhorar a situação financeira do clube. “Todo mundo dizia que o Kléber já vinha conversando há algum tempo para ser vendido no começo deste ano e que ele seria uma fonte de arrecadação, não de troca. Méritos do atleta, que foi bem em 2007”, complementou Leão.
O bom desempenho, entretanto, atrapalhou os planos do Santos e do jogador, conforme lembra o treinador. “O valor dele ficou bem elevado por isso, e não veio ninguém para bancar até agora. Com esse dinheiro, o clube investiria em contratações, o que também não aconteceu”, reforçou.
Mas houve a possibilidade de o Santos utilizar Kléber para se reforçar em 2008. O lateral-esquerdo seria envolvido em troca por três jogadores do São Paulo (os nomes cogitados foram Diego Tardelli, Júnior, Aloísio, Souza e Hugo). Jordão Corrêa, seu pai e procurador, demonstrou-se irritado com a negociação: “Meu filho não é moeda de troca”.
A verdade é que Kléber sonhava com uma transação com o futebol europeu, não com o clube do Morumbi. “No meio do caminho, apareceu uma oferta do São Paulo, que não foi confirmada. Acho que a do exterior também não será. Trabalho com a realidade. E ela é essa”, decretou Leão, que se permitiu falar em cima de uma hipótese, ainda que improvável.
“Se chegar uma proposta de 20 milhões de euros do Real Marid até o dia 31, o Marcelo [Teixeira, presidente do Santos] vai acertar. Todo mundo, no Brasil, está à venda”, concluiu o técnico.
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