O técnico Émerson Leão se despediu na manhã desta sexta-feira do Atlético-MG. Em entrevista coletiva na Cidade do Galo, após comandar o penúltimo treino da equipe na temporada, o treinador afirmou não ter sido procurado para renovação de contrato e mostrou estar insatisfeito com a diretoria do clube. Ele comanda o time neste domingo, ante o Palmeiras, último jogo antes do término de seu acordo, que termina no dia 31 de dezembro.
“Com relação à permanência, estamos a dois dias do último jogo, não se tem nenhuma definição de planos de trabalho, de pré-temporada, de uma série de coisas, então já está definido o quadro. Só quero que a torcida entenda que todas as vezes que ela precisar de mim, da minha comissão técnica, nós vamos estar sempre presentes’, garantiu o ex-goleiro.
“A coisa está fria. Os jogadores vieram me perguntar se eu ia ficar, já que ouviram falar que alguns jogadores de outras equipes tinham sido contatados, que outros treinadores foram sondados. Agora fico vendo que estão procurando fulano. Eu não indiquei ninguém, então não sou eu o treinador. Na vida não tem nada de irreversível, mas eu acho difícil. Já não deveríamos ter uma pré-temporada estabelecida?”, questionou.
Leão disse ainda que sairá com a sensação de dever cumprido. “Eu fui contratado num momento de guerrilha e mais uma vez atendi a necessidade da torcida. Acabou o contrato e é isso mesmo. Quando a água bater na orelha de novo, estamos aí”, prometeu.
Apesar do discurso de despedida do técnico, o Atlético-MG não oficializou a saída de Leão. Beto Arantes, diretor de futebol do clube mineiro, rebateu o treinador e disse que a renovação será tratada como combinado entre as partes.
“O Leão passou essas informações, mas isso não é realidade. Eu e o Ziza (Valadares, presidente do Atlético) tivemos uma conversa aqui na sede com o próprio Leão e acertamos que logo após o jogo contra o Palmeiras iríamos sentar para conversar sobre a renovação ou não do contrato”, disse o dirigente, em entrevista à Rádio Itatiaia.