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Futebol

Leão evita polêmica com ex-clube e com Marcelo Vilar

Arquivo Geral

25/10/2006 0h00

Nesta quarta-feira, o técnico Emerson Leão terá a oportunidade de se reencontrar com o time que dirigiu nas primeiras rodadas do Campeonato Brasileiro. A saída do Palmeiras, porém, não foi das mais amigáveis. Antes de deixar o Parque Antártica, o agora treinador corintiano disse que não poderia esperar muito da equipe já que os jogadores eram “nota cinco”.

Mas, às vésperas do clássico, Leão evitou polemizar. “Eu tenho relacionamento com muita gente lá e acho que é uma excelente casa de trabalho”, resumiu, antes de lembrar que, sob seu comando, o time saiu da 16ª posição no Brasileirão do ano passado e se classificou para a Libertadores. “Foi um resultado conquistado por todos nós, não só por mim”, destacou.

O treinador também não se considera culpado por não ter aproveitado jovens jogadores que hoje figuram no time titular. “O Michael quem escalou fui eu. Ele foi emprestado ao Marília e dispensado por um erro, aí não pôde jogar mais o Paulista. No Brasileiro ele já atuava. Os outros dois (Wendel e Francis) não estavam comigo no profissional e, portanto, não tenho o que falar”, comentou.

No Parque Antártica, Leão era muito criticado por torcedores e conselheiros por não dar atenção aos jogadores do Palmeiras B. Além dos volantes Wendel e Francis, o zagueiro Thiago Gomes e o lateral-direito Ilsinho não foram aproveitados. A falta de oportunidades, aliás, contribuiu para que Ilsinho trocasse o Palmeiras pelo São Paulo no meio do Brasileirão.

Os pratas-da-casa começaram a aparecer no time principal nas mãos de Marcelo Vilar, que assumiu o cargo às vésperas do duelo contra o São Paulo pela Libertadores e ficou até a chegada de Tite. Leão, no entanto, minimiza as ações do seu sucessor. “Ninguém precisa se vangloriar quando lança alguém. É nossa obrigação", disse.

Os dois treinadores já entraram em rota de colisão quando o atual técnico palmeirense criticou a preparação física do time na época de Leão – o preparador físico era Fernando Leão, sobrinho do comandante alvinegro. A resposta veio em forma de metáfora: “Pato novo tem que nadar em lagoa rasa para não se afogar”.

No clássico do Morumbi, porém, Leão cogita até cumprimentar o colega de profissão. “Eu estarei lá para realizar um trabalho. Não tenho amizade (com o Vilar), mas, se acontecer (de cumprimentar), eu não me furtarei de maneira alguma”, disse.

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