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Futebol

Leão caça diferenciado, mas se contenta com coadjuvantes

Arquivo Geral

24/11/2006 0h00

Os tempos áureos de parceira com a MSI, quando Tevez, Mascherano, Roger e Carlos Alberto chegaram ao Parque São Jorge, já se foram, porém o Corinthians vai tentar contratar um jogador “diferenciado” para o ano que vem. Quem diz é o técnico Emerson Leão, que reconhece a dificuldade do negócio.

“Conversei com o Seu Alberto (Dualib, presidente do Corinthians) e ele me disse que o investidor tem o desejo de contratar. Não na mesma medida de antes, mas tem. Vamos procurar aqueles que se destacaram no Brasil, ainda que o nível aqui tenha caído. Mas vamos querer algum diferenciado também”, anunciou, antes de ponderar. “Queria poder contratar só diferenciados, mas temos poucos hoje. E também não há dinheiro para tanto”.

Segundo Leão, a maior carência do Corinthians está no setor ofensivo e, por isso, o clube deve caçar jogadores para estas posições. “Se nós observarmos, vamos ver que, dos contratos que vão vencer, a maioria é dos que jogam na frente (Renato, Ramón, Rafael Moura e Nadson, por exemplo). Só no meio do ano, perdemos dois atacantes titulares (Tevez e Nilmar), dois meias (Carlos Alberto e Ricardinho) e um volante (Mascherano). Resumindo, eu prefiro ter homens de frente”, direcionou.

Além de já não contar com os bolsos da MSI tão abertos, outro empecilho para o Corinthians contratar uma estrela é a dificuldade de encontrá-la. A busca, portanto, deve ser no exterior. “Quero que alguém aponte um diferenciado no Brasil hoje. Não tem. Em 2002, tinha um monte. Era só descer na Baixada Santista e você já achava cinco ou seis. No Palmeiras, mais um monte. Nos Atléticos, dava para encher um ônibus. Hoje, isso é um problema. Fico pensando o que será da seleção a médio prazo”, analisou Leão.

O treinador mosqueteiro, no entanto, não ficará muito incomodado se não conseguir um reforço diferenciado. O Corinthians contava com vários deles a pouco tempo e, mesmo assim, enfrentou uma crise. Leão compara a situação ao cinema. “Coadjuvantes também podem ganhar Oscar. Não vamos ter uma estrela solitária porque só ela não adianta. Estamos cansados de ver filmes com atores renomados que são criticados”, lembrou.

O técnico já indicou coadjuvantes à diretoria do Timão, mas continua observando outros jogadores de clubes de menor expressão do futebol brasileiro. Ele se julga em condições de formar um time “bom e barato” de verdade. “Esse termo ficou pejorativo com o tempo porque só dá certo com quem conhece. Papagaio de pirata que escolhe o bom e barato não adianta”, encerrou Leão.

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