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Futebol

Leão avisa: jogadores podem derrubar técnico de futebol

Arquivo Geral

25/01/2008 0h00

Enquanto concedia entrevista na tarde desta sexta-feira, Emerson Leão não tirava os olhos de uma janela à sua direita, por onde via o lateral-esquerdo Kléber se movimentar no gramado do CT Rei Pelé. O técnico não disfarça o incômodo com a lesão do atleta durante o momento delicado que o Santos vivencia. Também já diz acreditar em complôs pela demissão de treinadores.


 


“Há 40, 30, ou 20 anos, eu diria que isso era impossível. Há dez anos, começaria a pensar no caso. Hoje, tenho certeza de que existe. Gosto de mostrar a cara desses homens. A conversa que tivemos passou por isso. É preciso ser muito forte”, divagou Leão, depois de olhar mais uma vez para Kléber.


 


O treinador, no entanto, negou que o recado tenha sido endereçado ao lateral-esquerdo. “Só estou na expectativa de que ele retorne para nos ajudar, pois já está a algum tempo no departamento médico. Primeiro, alegou que tinha uma hérnia, mas, uma vez que não detectamos nada, ele voltou para o campo. Vamos ver se jogará depois de amanhã”, comentou, referindo-se à partida contra o Bragantino, domingo, na Vila Belmiro.


 


Estrela remanescente do elenco que era comandado por Wanderley Luxemburgo, Kléber aguarda há tempos por uma transferência ao futebol europeu. Chegou a externar a Leão uma promessa da diretoria do Santos de que ele seria o primeiro atleta daquele time negociado com o exterior. Nesta semana, Jordão Corrêa, seu pai e procurador, ficou indignado ao saber que o filho poderia virar “moeda de troca” com o São Paulo. Agora, diz que dificilmente o lateral enfrentará o Bragantino. “Onde ele fez medicina?”, ironizou Leão.


 


Para o técnico, o maior culpado pela má fase do Santos é o seu predecessor no cargo. Nas entrelinhas, Luxemburgo poderia inspirar em alguns o complô temido por Leão, que coçou a cabeça ao ser questionado se era mais difícil substituir o desafeto ou outro treinador. “Estou demorando a raciocinar”, explicou. “Sem resposta”, enfim raciocinou o comandante santista.


 


Fã declarado de Luxemburgo, o zagueiro Adaílton mostrou espanto ao também ser questionado sobre a possibilidade de um elenco ter poder para derrubar um técnico. “Pelo amor de Deus, não vamos colocar chifre na cabeça de cavalo. Por que um jogador seria tão baixo a ponto de fazer uma coisa dessas? Isso não devia nem ser comentado”, rechaçou.

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