Única aposta de Emerson Leão que resistiu à crise enfrentada pelo Santos no início do ano e conquistou uma vaga na equipe titular, o jovem atacante Wesley já despertou a cobiça de empresários, conforme acusa seu treinador. O jogador estaria na mira do Palmeiras.
“Já houve um clube em cima do Wesley. Não existem mais ética e respeito no futebol desde a entrada desses grupos de empresários no mercado”, esbravejou Leão, dizendo-se “enojado” com a situação.
Wesley tem contrato com o Santos até 22 de maio, com multa rescisória considerada baixa, porém a diretoria do clube da Vila Belmiro já negocia a prorrogação do vínculo. Valorizado, o atacante negou ter ciência da sondagem do Palmeiras.
“Ninguém me ligou. Talvez tenham falado com meu empresário, mas ele não me disse nada sobre isso. O que mais quero é continuar no Santos, um clube com o qual me identifiquei bastante”, assegurou Wesley.
Não é a primeira vez que Leão denuncia o assédio da Traffic, parceira do Palmeiras (que tentou se aproximar do Santos), a revelações de sua equipe. Quando os jovens atacantes santistas em alta eram Alemão e Tiago Luís, o técnico entrou em atrito com o empresário Wagner Ribeiro pelo mesmo motivo.
No caso de Wesley, o curioso é que o jogador foi lançado aos profissionais do Santos pela primeira vez justamente por Wanderley Luxemburgo, técnico do Palmeiras e desafeto de Leão. Entretanto, o atleta não rendeu o esperado e retornou às categorias de base.
Mas não é apenas com o interesse por jovens jogadores que Leão se irrita. O treinador não gostou da insistência do Corinthians em tirar da Vila Belmiro o centroavante Kléber Pereira, companheiro de ataque de Wesley. “Vieram visitá-lo até em pizzarias”, chiou, referindo-se ao encontro do veterano com o dirigente Antônio Carlos Zago, ex-zagueiro do Santos.