Surpreendendo a todos, a Corte Federal da Federação Italiana de Futebol (FIGC) anunciou hoje o resultado dos recursos pedidos pelos clubes contra as sentenças inicias do julgamento sobre o escândalo de compra de resultados no Campeonato Italiano. As penas finais podem ser consideradas uma chance única para os punidos. Lazio e Fiorentina estão de volta à Série A, o Milan recuperou sua vaga na Copa dos Campeões e a Juventus seguirá na Segundona, mas iniciará a disputa com uma penalização mais branda.
A Velha Senhora iniciará a disputa da Série B com 17 pontos negativos, ao invés de 30. Enquanto isso, Lazio e Fiorentina largam com 19 e 11 pontos negativos, respectivamente, na primeira divisão. Referente à última temporada, o Milan perdeu 30 pontos, não mais 44, terminou a competição na terceira colocação e garantiu a sua vaga na competição mais importante de clubes da Europa.
Fora isso, o Rubro-negro iniciará a disputa da atual temporada com apenas oito pontos negativos. O FICG também anunciou a perda de mando de campo para alguns clubes: três partidas para Juventus e Fiorentina, dois para a Lazio e um para o Milan.
As novas medidas da Corte mexeram completamente na tabela da próxima temporada. Com apenas a Juventus caindo, o Messina permanece na Série A, enquanto Lecce e Treviso retornam à Segundona. Inter de Milão e Roma permanecem na fase de grupos da Copa dos Campeões, enquanto Milan e Chievo disputam as preliminares. Palermo, Livorno e Parma jogam a Copa da Uefa.
Se poupou os clubes de punições rígidas, o FICG manteve a postura em relação aos dirigentes. Luciano Moggi e Antonio Giraudo, ex-diretores do Milan, continuam suspensos por cinco anos, mas outros cartolas foram beneficiados. Adriano Galliani, vice-presidente milanês, teve sua pena reduzida de um ano para nove meses.
Leonardo Meani vai ficar dois anos e seis meses suspenso, mesmo período atribuído ao presidente da Lazio, Cláudio Lotito, um ano a menos do que o imposto pelo tribunal anteriormente à dupla. Para o presidente da Fiorentina, Andrea Della Valle, a nova suspensão é de três anos, enquanto o seu irmão, o presidente de honra Diego Della Valle, pegou 3 anos e 9 meses.