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Futebol

Lateral Kléber não pretende ser moeda de troca com o São Paulo

Arquivo Geral

23/01/2008 0h00

Jordão Corrêa, pai e procurador do lateral-esquerdo Kléber, irritou-se com a possibilidade de o santista ser envolvido em troca com o São Paulo por Júnior, da mesma posição, e pelos meios Hugo e Souza. Mas não porque prioriza uma transferência ao futebol europeu ou mesmo a permanência na Vila Belmiro.

“Nessas condições, não dá. Não tem negócio assim. Um jogador com nível de seleção brasileira como o Kléber não pode virar moeda de troca”, reclamou, em entrevista por telefone. “Se for de outro jeito, dá até para a gente conversar. Sempre dá, não é?.”

O técnico Emerson Leão já se mostrou propenso a utilizar Kléber para barganhar com dirigentes do São Paulo. A negociação, contudo, ainda não vingou, assim como a possibilidade de transação com o Valencia. O empresário Juan Figger, o mesmo que tirou o volante do Maldonado do Santos, negocia desde o final do ano passado com o clube espanhol.

“Isso continua como estava naquela época. O Figger não passou muitas novidades para nós nem mesmo para a imprensa européia. Ontem [terça-feira], inclusive, dei uma entrevista para uma rádio espanhola que também não tinha muitas informações sobre o negócio”, contou Corrêa.

Com passagens por Basel, da Suíça, e Hannover, da Alemanha, Kléber espera pela possibilidade de voltar ao futebol europeu há tempos. A Leão, o lateral-esquerdo contou que a diretoria do Santos prometera que ele seria o primeiro do elenco a ser negociado, o que não se confirmou.

Corrêa, no entanto, não vê nenhuma expectativa exagerada para que Figger finalmente traga uma resposta positiva do Valencia ou de outro clube da Europa. “O Kléber está bem tranqüilo. Vamos esperar até o dia 31, que é quando fecha a janela de transferências européias. Se não acontecer nenhum negócio, ele segue tranqüilamente no Santos, que oferece uma ótima estrutura de trabalho. A gente toca o barco”, concluiu o pai do jogador.

Por enquanto, Kléber ainda se recupera de uma lesão na coxa direita para continuar a “tocar o barco” em 2008. Também chegou a reclamar ao médico Carlos Braga de dores no abdômen. Ansioso para contar com o jogador, então na maca ao lado da que se recuperava o zagueiro Fabão no Cepraf, Leão já lhe disse que “o seu lugar é no verde”.

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