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Futebol

Kleina defende cargo: "Experientes vieram e coisas não aconteceram"

Arquivo Geral

31/01/2013 10h23

Gilson Kleina foi contratado em setembro por Arnaldo Tirone e, em 13 rodadas, não conseguiu evitar o rebaixamento do Palmeiras no Brasileiro. Nos dois primeiros jogos na gestão de Paulo Nobre, já perdeu para o Penapolense, no Pacaembu, com um a mais durante quase todo o segundo tempo. Já existem comentários sobre sua demissão, mas ele se defende lembrando de um histórico recente do clube.

 

“Muitos experientes passaram por aqui e as coisas não aconteceram”, defendeu-se Kleina. Antes dele, entre 2008 e o ano passado, o time foi comandado por Vanderlei Luxemburgo, Muricy Ramalho e Luiz Felipe Scolari, com uma rápida passagem de Antônio Carlos Zago entre eles.

 

Mas há conselheiros e torcedores que apontam para a inexperiência de Kleina, que tem 44 anos e iniciou carreira como auxiliar técnico de Abel Braga antes de partir para carreira solo, tendo como maior destaque seu trabalho na Ponte Preta: subiu para a Série A em 2011 e, nos dois últimos anos, conseguiu a classificação para as fases finais do Campeonato Paulista.

 

“Não tenho bagagem, é verdade, estou iniciando o trabalho com os grandes. Mas, para ser experiente, você tem que iniciar. Vejo em muitos segmentos pessoas jovens e competentes, sem bagagem e que passam por erros, mas que conseguem ter sucesso”, argumentou. “O que me credencia é meu trabalho em outras equipes, com dificuldades também, mas sempre conquistando e atingindo objetivos.”

 

A meta do técnico, agora, é montar um time em meio às dificuldades financeiras para fazer boas campanhas no Paulista, na Copa do Brasil e na Libertadores e com a obrigação de subir na Série B. Projetos que alguns no clube já acreditam serem mais possíveis nas mãos de Vanderlei Luxemburgo, hoje no Grêmio, e Jorginho, que está no Bahia. “São nomes de grandes profissionais, mas o que importa para mim é fazer a equipe render”, falou Kleina.

 

Nobre assumiu dizendo que confiava no diálogo do técnico com seus comandados e tem transmitido confiança. “O que me passam é tranquilidade para trabalhar e pedem paciência para as contratações. E sei como funciona alguém que quer atrapalhar o ambiente”, apontou Kleina. “Estou fazendo altas reuniões com a diretoria após os treinos para avançarmos nas negociações e reforçarmos o grupo”, prosseguiu.

 

O treinador, porém, admite que “em time grande, o técnico precisa de resultados”. “A nova diretoria iniciou um trabalho, tem a preocupação e analisa tudo que estou fazendo. Cabe a mim manter o foco, a confiança e mostrar segurança no que posso fazer. O que acabe a mim é colocar a equipe em campo”, insistiu.

 

Kleina sabe o peso da derrota de domingo. “O resultado do último jogo não foi satisfatório, porém, precisamos colocar todos os problemas que enfrentamos e tentar buscar uma solução. E comigo o Palmeiras nunca deixou de jogar para frente ou de criar. Se tivéssemos um pouco mais de efetividade, teríamos resultados melhores.”

 

A aposta é em ter mais paz vencendo o São Bernardo nesta quinta-feira, no Pacaembu. “No futebol, 90 minutos mudam a história. Vamos viver os próximos 90 minutos. E a cada jogo, com um resultado positivo, crescer a possibilidade de colocar o que pensei e o que me trouxe até aqui, com padrão de treino, filosofia de jogo, ambiente, grupo, tudo que sempre consegui fazer. Tenho certeza de que as coisas vão acontecer como penso e o Palmeiras vai voltar a sorrir”, comentou.

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