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Futebol

Kalil coloca limites em Luxa e avisa: "não estou só enfeitando aqui"

Arquivo Geral

11/12/2009 0h00

Um dia depois de apresentar Wanderley Luxemburgo como novo treinador do Atlético Mineiro, o presidente do clube, Alexandre Kalil, já sentiu o peso de ter um técnico de ponta. No seu estilo, ele desmentiu as especulações de que o treinador teria participação na venda de jogadores e mostrou que Luxa não terá tanta autonomia assim.


“É burrice absoluta achar que o Atlético está contratando o Wanderley para dar um percentual sobre jogadores para ele. Ele vem para ser treinador do Atlético, com contrato de dois anos. É o que foi feito aqui com o Celso e vai ser feito com o Wanderley. O resto é mentira e especulação”, afirmou, ao participar do programa Arena Sportv.


O dirigente também explicou que o treinador terá liberdade para opinar sobre contratações, mas terá que acatar as orientações da presidência. “Tudo o que envolve o Wanderley é polêmico demais. Sei que o Galo não tem diretor de futebol, mas eu não estou aqui enfeitando o Atlético”, garantiu.


Para Kalil, a negociação com Luxemburgo, “o treinador de maior currículo do Brasil”, foi uma tentativa de dar uma “cartada mais alta”. “O Atlético não teve muito sucesso com novidade: Bonamigo, Gallo, Mário Sérgio, só para citar alguns que estavam começando.


A experiência de tentar lançar treinadores não deu certo. Ser campeão envolve muita coisa, é muito difícil. Se tiver um técnico campeoníssimo, você pode estar criando um atalho”, argumentou.


O presidente alvinegro tranquilizou a torcida ao negar que o treinador vá dividir suas atenções entre o clube, a política e outros negócios. “O Wanderley é exclusivo do Atlético. Esse negócio dele sair para senador é uma piada. Tudo isso é onda que ele mesmo cria”, concluiu.

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