A Juventus de Turim vai tentar sua última cartada para diminuir a pena por seu envolvimento no escândalo de manipulação de resultados do Campeonato Italiano. Depois de ver negado seu pedido de revisão da pena feito ao Comitê Olímpico Italiano, última instância no âmbito desportivo, o clube recorrerá à Justiça Comum Italiana, mais exatamente ao Tribunal Administrativo Regional.
“Estamos decepcionados pela decisão e seguiremos adiante. A Juventus queria chegar a um acordo bom para todos. O resultado, no entanto, foi negativo. Permanecemos na série B e com 17 pontos negativos. Achamos essa punição excessiva e continuaremos tentando voltar à primeira divisão”, afirmou Giovanni Cobolli Gigli, presidente do clube italiano.
Caso a Vecchia Signora leve em frente essa batalha na Justiça Comum, isso pode abrir um precedente perigoso para o futebol italiano. A Fifa veta a participação de Tribunais Comuns em decisões desportivas nos países que fazem parte de seu quadro. Caso a Federação Italiana acate uma decisão da Justiça Comum, a entidade máxima do futebol mundial pode punir severamente o país, até com o banimento de competições internacionais.
Dos times envolvidos no Calciocaos, a Juventus foi o que teve a maior punição. Lazio e Fiorentina, antes rebaixadas para a série B, tiveram suas penas abrandadas e apenas começarão a primeira divisão com pontuação negativa.